17 de jan de 2017

Rexona-Sesc mantém o ritmo e bate Fluminense na Copa Brasil




Na sequência do jogo interrompido pelas chuvas na segunda-feira, o Rexona-Sesc venceu o Fluminense e avançou às semifinais da Copa Brasil. A partida no ginásio do Tijuca reiniciou com 1 set a 0 para as atuais campeãs brasileiras, com placar de 25-18 no primeiro set, e terminou em 3 a 0, com 25-21 e 25-17 nas parciais disputadas nesta terça-feira.
 “Começamos o jogo ontem imprimindo um ritmo muito forte, mas infelizmente tivemos que interromper o jogo. Hoje começamos um pouquinho abaixo do que queríamos, mas conseguimos estabilizar. Terminamos o terceiro set muito melhor do que o segundo. O nosso saque fez muita diferença, quebramos o passe delas e, com isso, tiramos a velocidade das jogadas. O time do Fluminense é um time de muito volume e isso requer muita paciência”, avaliou a meio de rede Juciely.
 O adversário próximo do Rexona será definido ainda nesta terça e sai do confronto entre Genter Bauru e Dentil/Praia Clube. As semifinais serão no dia 27 deste mês e a final, dia 28, ambos no ginásio Taquaral, em Campinas.

16 de jan de 2017

Torço para que ninguém fique grávida

Após ser eliminado nas quartas de final da Olimpíada do Rio de Janeiro, o técnico Zé Roberto Guimarães já começou a planejar o ciclo até os Jogos de Tóquio-2020.
A seleção voltará a se reunir em maio e terá neste ano quatro competições oficiais: Torneio de Montreux (SUI), Grand Prix, Sul-Americano e Copa dos Campeões.
 O técnico garante não ter tido nenhuma conversa individual com uma ou outra atleta sobre a continuidade na equipe nacional para o próximo ciclo, mas admitiu que é possível que algumas tirem um período sabático.

"Sei que tem algumas jogadoras que já manifestaram que querem sair e outras devem tirar um ano sabático e estas coisas acontecem. São muitos anos na luta. São coisas compreensíveis. Só torço para que ninguém engravide, porque as jogadoras optam pro engravidar no ano após ou antes da Olimpíada", afirmou o treinador durante entrevista nesta terça-feira.

 Nos últimos anos, três jogadoras importantes para a seleção engravidaram nestes períodos citados pelo treinador. Jaqueline foi mãe em 2013 e ficou fora de toda aquela temporada com a seleção, mas conseguiu chegar para o Mundial da Itália em 2014. Em 2015, quem engravidou foi a oposto Tandara, que acabou fora da Olimpíada do Rio. Quem participou dos jogos após uma gravidez foi a levantadora Fabíola.

O treinador esperou o quanto pôde para confirmá-la no grupo. Zé Roberto disse também que neste ano dará chance a atletas que não vinham aparecendo tanto na seleção principal ou nunca tiveram um oportunidade. "Nas convocações vamos ter gente nova, estamos iniciando um novo trabalho", disse.

 "Eu não tenho que ficar aqui falando sobre declarações que uma ou outra atleta já deu. No momento certo vamos avaliar. O mais importante é a seleção. Tudo vai depender de cada uma. Eu não vou fechar as portas para ninguém", disse Zé. Até o momento, as jogadoras que declararam publicamente que não defenderão mais a seleção são Sheilla e Fabiana, que estiveram na Olimpíada do Rio e a líbero Camila Brait que acabou cortada às vésperas da competição.

 Até a Olimpíada de 2020, o Brasil disputará diversos torneios, sendo o mais importante deles o Mundial do Japãop, em 2018. Torço para que ninguém engravide neste ano", diz Zé Roberto

 Fábio Aleixo Do UOL, em São Paulo 16/01/2017 - 17h17

21 de ago de 2016

Seleção Masculina de Volei do Brasil - Tricampeã Olímpica -Fotos
























Bruninho diz que "é hora de Bernardinho descansar" e dedica ouro a Murilo



A seleção masculina de vôlei venceu o ouro olímpico há pouco no Maracanãzinho, mas a atenção já está voltada aos Jogos de Tóquio, em 2020. Bernardinho não sabe se continuará no comando da equipe no próximo ciclo, mas já ouve apelo do próprio filho para que tenha mais tempo para si.

“Ele tem de decidir por ele, está na hora de descansar um pouco mais. Essa loucura de fazer Rexona e seleção não dá”, opina Bruninho, referindo-se aos dois empregos de Bernardinho: no vôlei feminino do Rio de Janeiro Vôlei Clube e na seleção masculina.

“Falo como filho, tem uma idade em que é preciso aproveitar um pouco mais a vida e não ficar só trabalhando. Já deu demais para gente”, completa o levantador, campeão olímpico sob comando do pai na Rio-2016.

Ainda sem pensar no futuro, o treinador não quer antecipar sua decisão. “Sou plenamente substituível. Temos pessoas prontas para assumir, só talvez sem a experiência que eu tenho. Não estou dizendo que vou sair, preciso pensar”, despista Bernardinho, que quer dedicar mais tempo à família.

“Estou devendo muito para as outras pessoas. Tenho uma (filha) de seis e uma de 14 anos. Não vi a de seis nascer e estou perdendo algumas coisas da de 14 também”, explica o técnico, que descarta se afastar do esporte. “Eu não conseguiria largar o vôlei. O dia-a-dia me alimenta. Mas temos pessoas absolutamente prontas para assumir a sequência (da seleção)”, entende.

Ouro dedicado a Murilo
Cortado da seleção a dias da Olimpíada, Murilo Endres acabou ficando sem a medalha de ouro. Ele bateu na trave duas vezes, em Pequim-2008 e Londres-2012, mas não conseguiu estar entre os convocados para a Rio-2016. Apesar da ausência, o ponteiro foi homenageado pelos ex-companheiros de seleção, que levaram uma camisa sua com o número 8 ao pódio olímpico.

“É um momento da redenção. Conquistar o ouro olímpico em casa depois de tudo pelo que passamos... É o ouro do Bruno, do Wallace, do Murilo, Sidão, Lucão. Essa galera que merecia demais isso. É o dia da redenção depois de tanta bola na trave. Hoje, ela bateu e entrou”, celebra Bruninho, lembrando os atletas que perderam a final para a Rússia em Londres e viram o ouro escapar.

Guilherme Costa, Gustavo Franceschini e Leandro Carneiro

Olimpíadas-Uol

Bruninho diz que "é hora de Bernardinho descansar" e dedica ouro a Murilo

China é campeã com viradas e semelhanças com Brasil de 2012



No Rio, a China foi de uma campanha ruim na primeira fase ao tricampeonato olímpico.

O voleibol das chinesas parecia haver sumido. Depois de uma boa primeira no Grand Prix deste ano, a técnica Lang Ping mandou um time reserva para as finais na Tailândia (a exemplo do que fizera no ano passado), e, quando chegou ao Rio, suas comandadas fizeram uma primeira fase das mais tímidas.

Dos cinco primeiros jogos que disputaram por aqui, só ganharam da inócua seleção de Porto Rico e de uma Itália bastante despretensiosa, e colecionou derrotas para EUA, Holanda e Sérvia. O quarto lugar no grupo colocou o time em rota de colisão com a melhor equipe da competição até então, o Brasil. Foi aí o rumo mudou.

A vitória sobre o Brasil nas quartas de final foi ponto de virada na campanha – a primeira de duas viradas fundamentais. O drama de cinco sets diante das donas da casa, na terça-feira, somado ao 3 a 1 de virada sobre a Sérvia na decisão do sábado (19-25, 25-17, 25-22, 25-23) fizeram a conquista das orientais na Rio 2016 guardar grande semelhança com o ouro brasileiro em Londres – quarto lugar na fase de grupos, vencer no tie break o primeiro mata-mata, largar atrás na final e terminar com a medalha de ouro pendurada no pescoço.

Ressaltem-se no título chinês a ponteira Ting Zhu e a treinadora Lang Ping.

Zhu foi eleita melhor jogadora da competição. Foi a maior pontuadora do torneio, a atacante com melhor aproveitamento e, na final, venceu o duelo particular contra a oposta Tijana Boskovic, para ser a principal anotadora do jogo do título – assinalou 25 pontos contra 23 da adversária. Os feitos da ponta chinesa no Rio ficam ainda mais impressionantes quando se diz que ela tem apenas 21 anos de idade. Seu rendimento e premiação não surpreendem quem a acompanha por todo este ciclo olímpico.

Lang Ping, por seu turno, teve uma carreira brilhante como jogadora nos anos 1980, e se tornou, pela conquista da Copa do Mundo do ano passado e das Olimpíadas deste ano, uma treinadora vitoriosa – não esquecendo, é claro, o surpreendente vice-campeonato mundial em 2014, além das pratas olímpicas com a China, em Atlanta 1996, e com os EUA, em Pequim 2008. Com o conhecimento que tem do jovem plantel chinês e sem hesitar em utilizá-lo, ela se mostrou uma treinadora da mais corajosas no Rio.

Contra o Brasil, ela pôs 11 das 12 jogadoras para jogar, pelo menos, como titular em um set. Diante da Sérvia, no sábado, ela tirou a levantadora Qiuyue Wei e a ponteira Changning Zhang ao final do primeiro set e pôs Xia Ding na armação de jogadas e Fangxu Yang para atuar na saída de rede. Deu certo: a partir da segunda parcial, as sérvias, que haviam feito 1 a 0 com facilidade, passaram sempre a correr atrás no marcador.

Foi a terceira medalha de ouro conquistada pelo vôlei feminino da China em Jogos Olímpicos. A primeira foi em Los Angeles 1984, com a própria Lang Ping no time, e a segunda em Atenas 2004. No Rio, o time se tornou o primeiro campeão olímpico do vôlei com três derrotas na mesma edição.

João Batista Junior (SaídaDeRede )

20 de ago de 2016

Rio 2016: Bernardinho relembra trajetória de superação e evolução no torneio


O Brasil está na final do torneio masculino de vôlei dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A seleção brasileira venceu a Rússia nesta sexta-feira (19/08) por 3 sets a 0 (25/21, 25/20 e 25/17), em 1h23 de partida e disputará a medalha de ouro contra a Itália, que passou pelos Estados Unidos na outra semifinal. A decisão será no próximo domingo, às 13h15, novamente no ginásio do Maracanãzinho, onde acontece a disputa da modalidade.
 Os brasileiros chegam para a final com três vitórias e dois resultados negativos na fase classificatória, pelo Grupo A, e depois de bater a Argentina nas quartas de final e a Rússia na semi. Os italianos venceram quatro e perderam na primeira fase e depois passaram por Ira, nas quartas, e Estados Unidos na partida anterior a grande decisão.
O técnico Bernardinho falou sobre a evolução da seleção brasileira para chegar até a final dos Jogos Olímpicos do Rio.
“Talvez o nosso saque não tenha entrado nos primeiros jogos e isso condicionou um pouco certas atuações. A partir do jogo da França, mostramos capacidade de lidar com a situação difícil, lutar e sobreviver. Contra a Argentina, uma equipe que vinha como primeiro da chave, mas teoricamente menos capacitado, a pressão estava toda do lado de cá, dois jogadores se contundem e o time demonstrou o mais importante, que é dar o seu melhor. Nem sempre isso é suficiente e isso é do esporte, mas tem que dar o seu melhor. A equipe veio hoje com um desempenho técnico superior as outras, mas, certamente, contra a Itália vai ser um jogo totalmente diferente”, destacou Bernardinho.

No feminino EUA repetem vitória sobre Holanda e ficam com o bronze no vôlei feminino


Depois de perder para a Sérvia em um jogo eletrizante na semifinal, os Estados Unidos, ao menos, não saíram de mão abanando no vôlei feminino dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Neste sábado (20), no Maracanãzinho, as norte-americanas repetiram a vitória da primeira fase sobre a Holanda, dessa vez por 3 sets a 1, com parciais de 25/23, 25/27, 25/22 e 25/19, e encerraram sua participação com uma medalha de bronze.

A norte-americana Kimberly Hill, com 18 pontos, foi a maior pontuadora da partida. Já pelo lado da Holanda, as destaques foram Lonneke Slöetjes e Anne Buijs, ambas com 15 pontos.

Essa é a quinta medalha olímpica do vôlei feminino norte-americano. Antes da Rio-2016, os EUA conquistaram três pratas (Los Angeles-1984, Pequim-2008 e Londres-2012) e um bronze (Barcelona-1992).

A Holanda, apesar de mais uma vez dar trabalho aos Estados Unidos, continua sem saber o que é conquistar uma medalha olímpica no vôlei feminino. Na primeira fase, as holandesas venceram quatro de cinco partidas, perdendo apenas para as norte-americanas, que avançaram na liderança do Grupo B.