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20 de abr. de 2014

Sesi exalta a vitória da paciência na semi da Superliga


Foram cinco match points contra após um set  por 21/8. A emocionante virada do Sesi, que garantiu ao time paulistano sua primeira final de Superliga Feminina de Vôlei ao bater o Osasco por 3 sets a 2, neste sábado, foi uma  da persistência. "Nós sabíamos que seria um  longo, e que precisaríamos ter muita paciência. Em alguns momentos, iríamos jogar  com a emoção, e em outros, também com a razão. E a  teve maturidade e competência para administrar esses momentos", elogiou o técnico Talmo de Oliveira, que chega à sua segunda decisão de Superliga. Na temporada 2009/2010, ele disputou o título da competiçãomasculina, com Montes Claros, mas perdeu para a Cimed.
Mas a paciência do Sesi vem de longa data. O time precisou de muita dedicação e união para superar um início de Superliga muito ruim. No primeiro turno, disputado no ano passado, foram oito derrotas em 13 . Houve rodadas em que a equipe nem sequer aparecia entre as oitomelhores do torneio. Na ocasião, Talmo decidiu priorizar o Paulista (em que chegaram à final pela primeira vez, mas perderam para Osasco). O técnico foi criticado, teve de ouvir que seu emprego estava ameaçado, mas mostrou reação em 2014. Embalou no torneio - classificou em quarto para os playoffs - e ainda conquistou o inédito título sul-americano diante das mesmas rivais que eliminaram neste sábado.
"Sempre falo que essa equipe está de parabéns pelo trabalho. Muita gente não acreditava que pudéssemos estar aqui", disse a central Fabiana, capitã da equipe, e maior pontuadora do jogo, com 16 acertos. "Nós sempre acreditamos, porque estava sendo feito um trabalho honesto. Essa vitória é um grande presente para equipe."

Talmo disse que a chave para a reinvenção do Sesi dentro do jogo, após um terceiro set muito ruim, foi a motivação. "Aqui não trabalhamos desmotivados nunca. O set poderia estar 19 a 1, que iríamos atrás da próxima bola. Que lutaríamos até o final, isso era ponto pacífico", argumentou. "Em alguns momentos do jogo sentimos muita dificuldade, e eu puxei a responsabilidade. Falei para elas pensarem no próximo ponto, para deixar o jogo acontecer. E a Ivna, a Suelen, a Dayse (que tiveram dificuldades até a metade da partida) foram voltando." Fabiana ressaltou a tranquilidade das jogadoras. "Tivemos cabeça nos momentos difíceis. Acreditamos o tempo inteiro."

19 de abr. de 2014

Sesi vai à final e quebra hegemonia histórica na Superliga


Depois de vencer fora de casa, o Sesi-SP contou com a força da torcida para novamente bater o Osasco e chegar à final da Superliga Feminina de Vôlei pela primeira vez. Neste sábado, no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, a equipe da capital venceu as líderes da primeira fase, por 3 a 2, com parciais de 19/21, 21/16, 8/21, 22/20 e 17/15.

Com o resultado, o Sesi fez 2 a 0 na série melhor de três e se classificou sem a necessidade do terceiro confronto, que seria realizado na próxima terça-feira, no ginásio José Liberatti, em Osasco. Na decisão, o time paulistano enfrentará o Unilever/Rio de Janeiro.

O triunfo, além de levar a equipe à final pela primeira vez, também quebrou uma série de 12 decisões consecutivas do Osasco, que não sabe o que é não chegar à disputa pelo título desde a temporada 2000/2001, quando os finalistas foram Flamengo e Vasco. De quebra, acabou com uma hegemonia de finais entre Osasco e Rio de Janeiro na Superliga, que já durava desde a temporada 2004/05.

Líder da equipe durante toda a competição, a capitã Fabiana anotou 16 pontos, sendo oito de ataque, seis de bloqueio e dois se saque, e foi quem mais pontuou pelo Sesi-SP, seguida por Ivna, que fez 14. Enquanto isso, do outro lado do confronto, a maior pontuadora do Molico/Nestlé e do jogo foi a também capitã Sheilla, que marcou 25 pontos (22 de ataque e três de bloqueio). Outro destaque da partida foi a italiana Caterina, que marcou 16 vezes.

Surpreendida em casa no primeiro jogo da semifinal, o Osasco não se incomodou com a pressão da torcida adversária e começou levando a melhor após um set muito equilibrado. No entanto, a equipe da capitã Sheilla não conseguiu manter o ritmo na segunda parcial e cedeu o empate.

Com o duelo empatado, era esperado mais um set equilibrado, porém o que aconteceu foi completamente diferente. Sobrando em quadra, o Molico/Nestlé não deu chances às adversárias e abriu 2 a 1 ao vencer por 21 a 8. Podendo fechar o jogo sem levar ao tie-break, o time com melhor campanha da primeira fase continuou melhor durante grande parte da parcial, porém sofreu a virada no final e novamente viu as donas da casa empatarem.

Na decisão, o Sesi, assim como em grande parte do confronto, ficou atrás das adversárias, porém mostrou uma reação incrível, impediu match-points e novamente virou para conseguir a classificação histórica.