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12 de out. de 2014

Brasil fica com a medalha de bronze no Mundial da Italia



O Brasil conseguiu se recuperar da derrota para os Estados Unidos no último sábado e conquistou a medalha de bronze no Mundial feminino de vôlei após muito sufoco. As brasileiras venceram a Itália por 3 sets a 2, parciais de 25-15, 25-13, 22-25, 22-25 e 15-7, e superaram a torcida, que lotou o Mediolanum Forum, em Milão.

A medalha de bronze quase escapou pelas mãos em uma virada histórica sofrida pelas brasileiras. O time massacrou as rivais no começo do duelo, mas caiu muito e sofreu para definir a partida, quase perdendo o jogo.

A torcida, que foi um gás especial para as italianas nesta reta final, fez uma linda festa mais uma vez. Apesar de ter caído muito quando o Brasil abriu vantagem, eles cresceram junto com o time e fizeram muito barulho no ginásio.

Apesar de ter ficado com o terceiro lugar, o Brasil termina o torneio com a melhor campanha. A seleção brasileira foi a única a perder apenas um jogo.

Fases do jogo: Quem esperava um início de jogo abatido do Brasil acabou se surpreendendo. As atletas mostraram que digeriram bem a derrota para os EUA e entraram em quadra dispostas a não dar chances para a Itália. Na primeira parada técnica, a seleção já tinha o dobro de pontos das italianas. Quando a diferença ficou grande, o treinador Marco Bonitta colocou Francesca Piccinini em quadra. Mas, nem a experiência da jogadora parou um Brasil quase perfeito no ataque, defesa e bloqueio. Assim, ficou fácil definir o primeiro set com dez pontos de vantagem.

A tranquilidade do primeiro set não apareceu no segundo. O jogo foi equilibrado durante todo o seu começo, o que fez com que o ginásio começasse a gritar a cada ponto italiano. O Brasil só conseguiu uma pequena vantagem graças a Dani Lins, que fez dois pontos seguidos, em uma bola de segunda e um bloqueio. Os pontos da levantadora desmontaram a seleção italiana que estacionou no 11º ponto enquanto a seleção brasileira pontuava em sequência, foram 14 bolas brasileiras até que a Itália conseguisse rodar. Aí já era tarde e a equipe de Zé Roberto definiu a parcial em 25-13.

Carregadas pela jovem Diouf, a Itália teve no terceiro set seu melhor início em uma parcial nesta partida. As italianas até chegaram a abrir uma boa vantagem, que chegaram à segunda parada com cinco pontos à frente. Neste momento, o Brasil voltou a crescer no jogo e pontuou em sequência até encostar no placar. Mas a reação foi insuficiente, pois a parcial acabou vencida pelas italianas em uma bola explorada no bloqueio de Dani Lins.

O quarto set começou melhor para o Brasil, graças a Sheilla. Dois aces e um saque que quebrou completamente o passe adversário colocaram a seleção com uma boa vantagem. Mas a diferença construída foi toda reduzida logo na sequência com as italianas até virando o placar. Um lance curioso chamou atenção na quadra. A arbitragem ficou na dúvida sobre se uma bola teria batido no chão ou no pé de Diouf e mandou a jogada voltar após marcar ponto brasileiro.

O Brasil voltou a reagir em quadra no começo do set decisivo. Quando a equipe deu a impressão de que perderia a medalha, elas cresceram de novo na partida e não deram nenhuma chance para as italianas no tie-break. Fe Garay foi a responsável por definir o duelo.

Toque do técnico: Marco Bonitta pode ser considerado o grande responsável pela reação italiana. Ao perceber que Nadia Centoni não fazia boa partida, ele resolveu apostar na jovem Diouf no fim do primeiro set. Daí para frente, ela ficou como titular e brilhou em quadra.

Melhor – Diouf: Ela tem apenas 21 anos, mas justificou o motivo dos italianos a tietarem muito depois das partidas. Ela saiu do banco de reserva para se tornar a maior pontuadora da equipe e ajudar a Itália a equilibrar a partida.

Pior – Nadia Centoni: Ela era a principal atacante da Itália nesta fase final do Mundial, mas foi praticamente nula no jogo deste domingo. Apenas um ponto no primeiro set fez com que ela perdesse o lugar para Diouf em quadra. Ela até saiu do banco e teve chances na segunda parcial, mas passou em branco. Daí para frente, ela nem retornou para a quadra.

Para lembrar

Torcida italiana. A derrota na semifinal não acabou com a empolgação na Itália. Já no aquecimento das jogadoras, o público no ginásio de Milão gritava a cada "ataque" das atletas.

Coincidência? O Brasil jogou 13 partidas neste Mundial e apenas um deles começou do lado direito da quadra. Justamente na derrota para os EUA. Neste domingo, a equipe voltou para o seu "lado da sorte".

11 de out. de 2014

Brasil tropeça na semifinal contra os EUA



A seleção Brasileira feminina de vôlei, bicampeã olímpica em 2008 e 2012, segue sem um título mundial no currículo. Neste sábado, o time de José Roberto Guimarães, que chegou às semifinais de forma invicta, perdeu por 3 sets a 0 para os Estados Unidos e ficou fora da decisão da competição disputada em Milão, na Itália. As parciais foram de 25/18, 29/27 e 25/20.

A decepção foi ainda maior porque o Brasil chegou a abrir seis pontos de vantagem no início do segundo set, com 10/4, mas sucumbiu à reação americana e perdeu a parcial de virada. Desanimadas, as jogadoras fizeram um terceiro set ruim, assim como o primeiro, e deram adeus ao sonho do título.


Brasil vinha com 100% de aproveitamento até a semifinal

Brasil e Estados Unidos, líder e vice-líder do ranking mundial, respectivamente, fizeram as finais das duas últimas edições dos Jogos Olímpicos, nas quais as brasileiras levaram a melhor e venceram. O time verde-amarelo também superou as adversárias no dia 5 de outubro, no último jogo da segunda fase. Embora o Brasil tenha vencido com facilidade na ocasião, o duelo não contava com as principais jogadoras de cada seleção, já que os técnicos optaram por utilizar as reservas.

Depois da derrota, o Brasil passa a focar na decisão de terceiro lugar, que será disputada neste domingo, às 12h30 (de Brasília). O adversário sairá do confronto entre Itália e China.

O jogo

Depois de começar vencendo, o Brasil logo sofreu a virada. Tendo dificuldades, a Seleção Brasileira encontrou uma cenário atípico no torneio. Enquanto isso, do outro lado, as americanas, com atuação surpreendente, abriram 16/10 e souberam manter a vantagem para fecharem o set em 25/18.

Dispostas a empatar, as brasileiras voltaram melhores no segundo set. Parecendo estar recuperada do susto do início do jogo, a equipe abriu 6/1 e manteve a vantagem até o final da parcial, até que as americanas reagiram, salvaram set-points e travaram um duelo muito equilibrado para conseguirem vencer e abrir 2 sets a 0.

A perda de chances e a virada no segundo set afetou a Seleção Brasileira, que não conseguiu impor seu ritmo de jogo. Encontrando dificuldades para repetir o que foi visto ao longo da competição, o time de Zé Roberto viu as adversárias abrirem boa vantagem na terceira parcial e não teve forças para correr atrás do resultado.

Com informações de Gazeta Esportiva

Brasil reedita final olímpica contra 'freguês' EUA em busca de taça inédita


Brasil e Estados Unidos sabem o que terão pela frente neste sábado na semifinal do Mundial feminino de vôlei. As duas seleções têm feito duelos decisivos na história recente da modalidade, sempre com final feliz para as brasileiras.

Em 2012 e 2008, anos em que o Brasil conquistou o bicampeonato olímpico, as americanas estiveram no caminho da seleção de José Roberto Guimarães. As duas derrotas dos EUA aconteceram na grande decisão.

Mas, os duelos entre ambos não param por aí. Só neste ano, Brasil e Estados Unidos estiveram frente à frente em sete jogos, em várias dessas oportunidades sem suas principais jogadoras.

E em 2014, a vantagem é americana, que ganhou quatro desses duelos. No entanto, as vitórias não foram em grandes competições. Nas últimas três vezes que as equipes se enfrentaram (duas no Grand Prix e uma no Mundial), o Brasil ganhou.

São exatamente esses jogos recentes que faz com que José Roberto Guimarães acredite que o confronto deste sábado será duro.

"Eles nos conhecem, e nós também. Como o Kiraly (técnico dos EUA0 disse na primeira entrevista, nós o conhecemos e eles também nos conhecem. Então, é um jogo sempre duro", disse o treinador brasileiro.

Ao comentar as qualidades de seu adversário, José Roberto Guimarães ressaltou a velocidade americana e seu poder de reação.

"É um time que tem um grande volume de jogo. É o time que joga com mais velocidade e, logicamente, é um time difícil de ser marcado pela velocidade e pela qualidade das jogadoras. Jogou mal contra a Itália, perdeu por 3 a 0, se recuperou contra a Rússia. O time dos Estados Unidos é isso: volta rápido, porque tem algumas jogadoras maduras e equilibradas que dão o ritmo do time", finalizou.

Brasil e Estados Unidos entram em quadra às 12h30 deste sábado em busca de uma vaga na final. Quem vencer enfrentará o ganhador de Itália e China no domingo.

5 de out. de 2014

Brasil vence Rússia e está garantido na terceira fase


A seleção brasileira feminina de vôlei segue invicta e está classificada para a terceira fase do Campeonato Mundial. Neste sábado, após uma incrível virada na quarta parcial, o Brasil venceu a Rússia por 3 sets a 1 (25/17, 27/25, 25/19 e 27/25), em Verona, na Itália. Com o resultado, o time verde e amarelo alcançou a oitava vitória consecutiva na competição.

No momento, o Brasil aparece em segundo lugar no grupo F, com 17 pontos. Os Estados Unidos lideram com 18, a Sérvia está em terceiro, com 11, a Rússia em quarto, com 10, a Turquia em quinto, com sete, a Bulgária em sexto, com seis, a Holanda em sétimo, com três e o Cazaquistão em oitavo, sem pontos. As três melhores equipes do grupo passarão à terceira fase.

Neste domingo (05.10), as brasileiras duelarão com os Estados Unidos pelo primeiro lugar do grupo F. A partida será disputada às 15h (horário de Brasília) com transmissão ao vivo do SporTV. Brasil e EUA já estão garantidos na próxima fase. Também amanhã, a Sérvia duelará com a Rússia e a equipe que vencer o confronto será a última classificada da chave.

O grupo E já tem as três seleções classificadas para a terceira fase: Itália, China e República Dominicana. As italianas enfrentarão as chinesas também neste domingo pelo primeiro lugar do grupo.

No confronto contra a Rússia, a central Thaísa foi a maior pontuadora, com 22 acertos (12 de ataque, sete de bloqueio e três de saque). A ponteira Jaqueline, com 16, e a bicampeã olímpica Fabiana, com 13, também tiveram boas pontuações. Pelo lado da Rússia, os destaques foram a ponteira Kosheleva, com 21, e a oposto/ponteira Goncharova, com 20.

A bicampeão olímpica Thaísa fez questão de parabenizar o grupo brasileiro pela vitória contra a Rússia.

"Fiquei feliz do nosso bloqueio ter funcionado em momentos importantes da partida. Hoje, foi muito legal termos conseguido essa virada no quarto set. Isso só mostra a força e a união do nosso grupo. Foi a vitória de uma equipe", garantiu Thaísa.

Responsável por uma incrível sequência de saques que ajudou o time verde e amarelo a virar um set que chegou a estar perdendo por 21/10, a ponteira Gabi elogiou a postura da equipe brasileira.

"O jogo de hoje mostrou a força do nosso grupo. Somos 14 jogadoras. Nós conseguimos reverter um momento difícil e mostramos que não tem bola perdida para o nosso time. Estamos trabalhando muito e queremos esse título", disse Gabi, que também comentou sobre o confronto contra os Estados Unidos neste domingo.

"É uma partida importante que vale o primeiro lugar do grupo. O jogo de hoje nos deu ainda mais motivação para a partida contra os Estados Unidos. As norte-americanas têm um jogo diferente em relação a Rússia, com muita velocidade e bolas rápidas", analisou Gabi.

O treinador José Roberto Guimarães fez uma análise da vitória das brasileiras sobre as russas.

"No segundo set, nós estávamos ganhando e acabamos perdendo no final. No quarto, aconteceu o contrário, estávamos perdendo por 20/11, e viramos o placar. Isso foi muito importante. O voleibol é um esporte fascinante porque permite vitórias como essa. O time teve um bom aproveitamento defensivo e o nosso saque funcionou em momentos importantes", disse José Roberto Guimarães.

O JOGO

O Brasil começou bem no saque e fez 3/0. Com dois bloqueios seguidos, a Rússia encostou (3/2). A central Fabiana se destacava no ataque e o time verde e amarelo foi para o primeiro tempo técnico com quatro de vantagem (8/4). Quando as brasileiras venciam por 15/10, o treinador russo inverteu o 5-1 e colocou a levantadora Startseva e a oposto Gamova em quadra. As substituições fizeram bem ao time europeu que encostou (15/13). Nesse momento, as atuais campeãs olímpicas voltaram a bloquear e sacar com eficiência e fizeram 20/13. A ponteira Gabi entrou para sacar no lugar da central Fabiana e fez um ace (22/14). O Brasil seguiu melhor até o final e venceu o primeiro set por 25/17 numa bola de segunda da levantadora Fabíola.

O Brasil manteve o bom momento no início do segundo set e fez 8/2. Com um contra-ataque da oposto Sheilla, o time verde e amarelo abriu oito (11/3). Bem no bloqueio, as russas encostaram (12/10). O treinador José Roberto Guimarães inverteu o 5-1. Entraram Fabíola e Tandara e saíram Sheilla e Dani Lins. A substituição fez bem as atuais campeãs olímpicas que foram para a segunda parada técnica com dois de vantagem (16/14). O final da parcial foi extremamente equilibrado, mas as russas foram melhores nos momentos decisivos e venceram o segundo set por 27/25.

O terceiro set começou equilibrado. Com Jaqueline se destacando no ataque e no bloqueio, as brasileiras abriram três (8/5). Quando o time verde e amarelo fez 12/8, o técnico russo pediu tempo. O bloqueio brasileiro parava os ataques da Rússia e as atuais campeãs olímpicas fizeram 21/15. A central Thaísa brilhou na parte final da parcial e ajudou as brasileiras a fecharem o set por 25/19.

A Rússia iniciou bem o quarto set e fez 6/2. O técnico José Roberto Guimarães pediu tempo. Com dois bloqueios seguidos, as russas fizeram 10/4. Depois de um longo rally, as brasileiras encostaram (12/8). Quando o time europeu vez 15/9, o treinador brasileiro trocou as ponteiras. Entrou Natália e saiu Fê Garay. O Brasil conseguiu uma incrível reação no final da parcial e venceu o set por 27/25 e o jogo por 3 sets a 1

EQUIPES

BRASIL – Dani Lins, Sheilla, Fê Garay, Jaqueline, Fabiana e Thaísa. Líbero - Camila Brait

Entraram: Fabíola, Tandara, Natália e Gabi

Técnico: José Roberto Guimarães

RÚSSIA - Shcherban, Gonchareva, Kosianenko, Fetisova, Kosheleva e Podskalnaya. – Líbero – Malova

Entraram: Gamova e Startseva

Técnico: Yuri Marichev

GALERIA DE FOTOS:

TABELA - Primeira fase:

23.09 - Brasil 3 x 0 Bulgária (25/19, 25/22 e 25/16)

24.09 - Brasil 3 x 0 Camarões (25/14, 25/15 e 25/18)

25.09 - Brasil 3 x 0 Canada (25/14, 25/8 e 25/18)

27.09 - Brasil 3 x 2 Turquia (17/25, 22/25, 25/19, 25/21 e 15/10)

28.09 - Brasil 3 x 1 Sérvia (24/26, 25/21, 25/19 e 25/23)

Segunda fase:

01.10 - Brasil 3 x 0 Cazaquistão (25/22, 25/22 e 25/18)

02.10 - Brasil 3 x 1 Holanda (23/25, 25/20, 25/16 e 25/16)

04.10 - Brasil 3 x 1 Rússia (25/17, 25/27, 25/19 e 27/25)

05.10 - Brasil x Estados Unidos às 15h (horário de Brasília) - SporTV

De Verona, na Itália, Vicente Condorelli – 04.10.2014

28 de set. de 2014

Brasil passa pela forte seleção da Sérvia


A primeira fase do Mundial de vôlei feminino terminou com total domínio brasileiro no Grupo B. A equipe nacional ficou em primeiro luga e sobrou em quadra na maioria dos jogos, inclusive neste domingo, quando bateu a Sérvia, segunda colocada na chave. As jogadores treinadas pelo técnico Zé Roberto até tomaram um susto, perdendo o primeiro set, mas logo reagiram e venceram por 3 a 1 (24/26, 25/21, 25/19 e 25/23). O Brasil venceu todos jogos da primeira fase e, ao todo, só perdeu três sets.

O Brasil começou o jogo desatento. A Sérvia abriu 6 a 1, e o time nacional teve que buscar a igualdade. O placar ficou 18 a 18 e se manteve igual até 24 a 24. Mas o ataque do Brasil estava pouco eficiente e ainda se descontrolou com reclamações contra a arbitragem. Então Sérvia fechou o set vencendo por 26 a 24.

A mudança no segundo tempo foi evidente. A Sérvia continuou bem e manteve a partida equilibrada. Mas o Brasil melhorou na hora decisiva. Sheilla e Thaisa entraram no jogo e foram decisivas ao lado de Jaqueline, que já estava bem. O placar estava 15 a 15, mas logo o Brasil abriu quatro pontos de vantagem e assim venceu por 25 a 21.

O terceiro set foi de total domínio brasileiro. A equipe contou com muitos erros bobos da Sérvia e logo abriu sete pontos de vantagem, 14 a 7. Só no final o Brasil começou a vacilar: o set estava 21 a 12, mas fechou 25 a 19.

Isso deu alguma moral para a Sérvia, que voltou a fazer um jogo equilibrado no terceiro set. Mas o jogo do Brasil pelo meio, tanto nos ataques quanto nos bloqueios de Thaisa, começou a fazer diferença. As adversárias ficaram desestabilizadas, e o Brasil abriu seis pontos (18 a 12). Porém, quando o jogo parecia resolvido, o time nacional começou a falhar demais no ataque e deixou o jogo ficar empatado: 21 a 21. Mas por detalhes e falhas da Sérvia o Brasil conseguiu vencer por 25 a 23.

21 de set. de 2014

Brasil leva virada contra a Polônia e fica sem o tetra do Mundial de vôlei



Os poloneses sagraram-se assim bicampeões do torneio, 40 anos depois de terem obtido o primeiro troféu, no México. Já o Brasil tem quebrada uma sequência de três títulos mundiais e acumula o quarto vice seguido em competições importantes - também ficou em segundo nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e da Liga Mundial em 2013 e neste ano.

O ponta Lucarelli e o oposto Wallace voltaram a se destacar entre os brasileiros, com 18 pontos cada, mas se encolheram nos momentos decisivos. E do outro lado havia o também Mateusz Mika, que liderou a virada polonesa com 22 bolas no chão.

A medalha de bronze ficou com a Alemanha, que superou o favoritismo francês e venceu por 3 sets a 0, com parciais de 25-21, 26-24 e 25-23.

Após derrota, Bernardinho acusa Fivb de fazer jogo baixo com Brasil


Após a derrota na decisão do Campeonato Mundial de vôlei masculino, o técnico Bernardinho expôs sua insatisfação com a Federação Internacional de Vôlei (FIVB). O comandante da Seleção Brasileira não poupou críticas, acusando a entidade de fazer jogo baixo com o Brasil. Apesar disso, o treinador deu méritos aos poloneses pelos 3 sets a 1 que culminou no título dos donos da casa.

"Foram muitas coisas feias que fica complicado. A Federação Internacional age de uma maneira baixa demais. Teve coisa aqui, escalação de árbitro, no sentido de desestabilizar mesmo. Nada influenciou no jogo, nós perdemos porque eles jogaram nas bolas, com inteligência, tocando a bola, mas é muito baixo", revelou Bernardinho ao canal SporTV.

Bernardinho apontou a escalação dos árbitros da partida, além de um repórter perto do banco da Seleção Brasileira como ações propositais da FIVB.

"Eles botaram os únicos dois árbitros que tivemos problemas seríssimos na Liga Mundial, de maneira proposital. Botaram um repórter que é o maior inimigo do voleibol brasileiro ao lado do nosso banco, olhando e fazendo algumas coisas", declarou.

O técnico terminou falando que teme pelo futuro da modalidade, já que o órgão que rege o esporte, presidido pelo brasileiro Ary Graça, estaria fazendo "gato e sapato" dos membros.

"O jogo baixo que se constrói me preocupa com o futuro do voleibol, como instituição estamos desprotegidos. A Federação Internacional está fazendo gato e sapato da gente", sentenciou.

Gazeta  Esportiva

20 de set. de 2014

Brasil vence a França e vai para 4° final seguida



O sonho do tetra segue vivo. Atual tricampeã mundial de vôlei, a Seleção Brasileira masculina está a apenas uma vitória de conquistar o seu quarto título consecutivo na principal competição do planeta.
 Neste sábado, em seu primeiro jogo de mata-mata no torneio, o time comandado pelo técnico Bernardinho sofreu, mas venceu a surpreendente França na semifinal por 3 sets a 2, em Katowice, na Polônia. 
O duelo teve parciais de 25/18, 23/25, 25/23, 22/25 e 15/12 e colocou o Brasil na decisão do Campeonato Mundial, que será disputada contra o vencedor de Polônia e Alemanha, neste domingo, às 15h25 (de Brasília).

O Brasil chega à final de um Mundial pela quinta vez na história. O retrospecto verde amarelo, até aqui, é de três triunfos (2002, 2006 e 2010) e apenas uma derrota (1982) quando realizou partidas que decidiram o principal título do vôlei. 
Na edição de 2014, o time brasileiro vai à decisão após 14 vitórias em 15 jogos (a única derrota foi para a Polônia, na terceira fase). 
Já a França se despede com 11 vitórias, quatro derrotas e muita dignidade. Na segunda fase, por exemplo, fez campanha melhor que a anfitriã e forte Polônia. Terá, contudo, de decidir o terceiro lugar.

A Seleção Brasileira venceu o primeiro set de maneira arrasadora, diminuiu o ritmo no segundo e voltou à dianteira do placar no terceiro. As últimas parciais, entretanto, apresentaram uma França cheia de confiança e comandada pelo exótico ponteiro Ngapeth.
 O jogador, que tem cabelo vermelho e comemora todos os seus pontos com muita energia, ameaçou a vitória verde e amarela em muitos momentos, mas Lucão e Lucarelli não a deixaram escapar. O Brasil despachou a nova força do vôlei mundial e segue vivo rumo ao tetra. Resta apenas um jogo.

Na segunda parcial, a França melhorou o seu ataque, imprimiu mais intensidade em seus saques e abriu boa vantagem. Chegou a ter 20/16 no placar. Até que Lipe passou a colocar a bola em jogo, e o Brasil reagiu. Conquistou três pontos seguidos, colocou pressão nos europeus e até empatou por 23/23. No fim, porém, não resistiu às excelentes atuações dos ponteiros Ngapeth e Tillie e perdeu por 25/23.

O terceiro set foi mais equilibrado que os dois primeiros. As duas seleções trocaram pontos até a parte final da parcial. O Brasil tomou a dianteira do placar, abrindo dois pontos, mas depois viu a França emendar boa sequência. Os europeus viraram e chegaram a ter 19/18. Bernardinho, então, parou o jogo, e pediu calma aos seus atletas. Eles corresponderam, e a Seleção venceu a parcial por 25/23.

A França, entretanto, começou muito bem o quarto set. Novamente contando com atuação inspirada de Ngapeth, o time azul se manteve cerca de dois pontos à frente do Brasil durante a primeira metade da parcial. A Seleção se recuperou, chegou a virar o placar, mas não ficou à frente por muito tempo. A França voltou à dianteira após um pedido de tempo do seu treinador e fechou a parcial por 25/22.

No tie-break, o Brasil diminuiu seus erros, passou a aproveitar melhor os ataques e, desde o início, ficou na frente do placar. Lucarelli anotou ponto de bloqueio fundamental na parte final da parcial, Lucão manteve o excelente nível apresentado em toda a partida, e a Seleção venceu. Com drama, mas venceu. Resta apenas uma vitória para o tetracampeonato mundial. 

19 de set. de 2014

Mau comportamento rende multa de R$ 4,7 mil à seleção brasileira de vôlei

Bernardinho foi punido por não falar na coletiva
José Ricardo Leite

A FIVB (Federação Internacional de vôlei) aplicou uma multa de US$ 2.000 (aproximadamente R$ 4.700) à seleção brasileira pela ausência do técnico Bernardinho e do capitão Bruninho em duas coletivas pós jogo do Mundial, nos duelos contra Polônia (terça-feira) e Rússia, na quarta.

Os brasileiros não foram à coletiva oficial em que treinadores e capitão participam, na terça, por alegarem que tinham que se recuperar para o jogo do dia seguinte, contra os russos, quando teriam menos de 24 horas para voltar a quadra após um jogo de 2h16min. No dia seguinte, o Brasil foi representado apenas por Lipe.

O time brasileiro deixou a quadra irritado depois da derrota para os poloneses. A reclamação na terça começou em função do ponto que definiu a derrota. Quando a Polônia vencia por 16 a 15 no tie-break, o time vermelho e branco mandou uma bola pra fora. O árbitro assinalou ponto brasileiro e o consequente 16 a 16 no placar. Mas, pouco depois, com o uso das imagens, ele voltou atrás e deu o ponto que decidiu o jogo a favor do time da casa ao marcar toque de Sidão na bola antes de ela sair.

O elenco brasileiro protestou pelo fato de a imagem não ter sido mostrada no mesmo momento em que árbitro voltou atrás, ao contrário do que acontece em lances com o uso de TV. Isso levou um tempo depois do habitual, mas assim que foi mostrada a imagem, apareceu o toque de Sidão, ratificando que o ponto realmente era polonês.

Um dia depois, na quarta, a FIVB fez uma repreensão ao time e criticou as atitudes dos brasileiros na noite anterior, citando oficialmente apenas o fato das ausências nas coletivas e de casos de desrespeito a pessoas do federação em quadra depois do jogo.

O diretor da competição Wojciech Czayka falou ao site polonês przegladsportowy.pl que jamais tinha visto um comportamento em quadra como o dos brasileiros e que um jogador não relacionado (só Murilo e Renan não foram para o jogo) arremessou uma toalha em um dos observadores da federação que fica em quadra, Philip Berbena. Não nenhuma imagem divulgada disso.

Nesta sexta-feira, o presidente da FIVB, o brasileiro Ary Graça, disse em entrevista reproduzida pelo site polonês www.onet.sport, que o comportamento dos brasileiros foi "inaceitável" e que as punições não devem parar por aí. "Impuseram uma punição pecuniária no momento de US$ 1.000 por cada jogo. Mas não consigo imaginar que seja o fim."

Polônia merecia privilégios, disse FIVB

Outra questão polêmica foi quanto ao próprio sorteio. A tabela da terceira fase mostrava que os dois triangulares deveriam ter um primeiro, um segundo e um terceiro colocados da fase anterior em cada chave. Ocorreu que o Brasil, primeiro do Grupo F, acabou tendo sorteado para sua chave dois segundos, Rússia e Polônia.

Enquanto isso, a França, que foi primeira do Grupo F, caiu com dois terceiros colocados, Alemanha e Irã. Aparentemente, pode ter ter havido um erro no sorteio com a não separação dos segundo e terceiro colocados por pote.

Ao ser questionado sobre o assunto, o vice da FIVB disse que tudo pode mudar 24 horas antes de uma partida e que o país organizador tem seus privilégios por questões contratuais. "Muito fácil (responder sobre isso). O comitê tinha previsto isso, mas em 24 horas você pode mudar tudo. É uma condição geral. No Brasil você pode escolher quando quer jogar, no Japão também, e é o mesmo aqui. Nós estamos na Polônia. A Polônia pediu, e a Polsat (detentora dos direitos de transmissão no país) também. Às vezes você tem sorte, outras vezes tem azar", falou Aleksandar Boric, vice da entidade.

17 de set. de 2014

Brasil dá volta por cima, atropela Rússia e vai à semi do Mundial de Vôlei











Na raça, a seleção brasileira masculina de vôlei conseguiu superar adversidades, bateu fácil sua maior rival, a Rússia, pela segunda vez consecutiva, e garantiu sua participação nas semifinais do Mundial de vôlei. O triunfo por 3 sets a 0 (25-22, 25-20 e 25-21) em Lodz foi o suficiente para garantir o avanço.

O time verde e amarelo voltou a quadra menos de 24 horas depois de ser derrotado pela Polônia em um desgastante jogo de cinco sets e 2h16min de duração. Caso perdesse para os russos, o time de Bernardinho estaria fora do torneio. Mas não tomou conhecimento do rival.

A última vaga será definida na quinta, às 15h45 (horário de Brasília), entre os arquirrivais Polônia e Rússia. Quem vencer está classificado. O Brasil volta a jogar no sábado, em horário ainda indefinido, já que precisa esperar o outro resultado do grupo. O adversário na semi pode ser França, Alemanha ou Irã, que decidem o outro triangular.

A equipe de Bernardinho veio cansada após o longo jogo contra os poloneses e com dois jogadores fisicamente em condições débeis, Wallace e Murilo, indo para o sacrifício. O primeiro sofria com uma entorse no tornozelo esquerdo e até participou de alguns momentos da derrota pra Polônia. Já o ex-capitão da equipe nem foi relacionado na terça.

A vitória que mantém viva a chance brasileira do inédito tetracampeonato mundial ocorreu horas depois de a FIVB (Federação Internacional de vôlei) se manifestar publicamente contra o mau comportamento do time após a derrota para a Polônia. Não detalhou qualquer tipo de punição. O único fato concreto que a entidade falou sobre a atitude antidesportiva foi o fato de Bernardinho e Bruninho não terem aparecido para a coletiva de técnicos e campeões.

Fases do jogo:

Com Murilo em quadra, os erros de passes vistos na derrota para a Polônia praticamente desapareceram. O Brasil não tinha um bom aproveitamento nos saques e errava muito, mas a Rússia também. E quando a bola chegava redonda para a recepção dos dois times, os brasileiros é que trabalhavam melhor. Com Wallace inspirado e um time vibrante, o Brasil comandou o placar do primeiro set o tempo todo. Mesmo com pequena vantagem, em nenhum momento perdeu a cabeça.

O Brasil começou bem o segundo set, se aproveitava dos seguidos erros russos e chegou a abrir vantagem de três pontos. Mas, assim como nas parciais contra a Polônia, teve momentos de baixas que custaram pontos seguidos e chegou a levar a virada no 13 a 12. A parcial foi de muitos erros. Os bloqueios praticamente inexistiam e não apareciam, principalmente os do Brasil. Aos poucos, o time colocou a cabeça no lugar e parecia bem mais vibrante do que o time europeu, que errava mais. Na base de boas defesas de um ataque rival perdido, o Brasil depois que voltou à frente não saiu mais.

O terceiro set foi o que o Brasil começou pior. Com erros de saque e ataque, deixou os russos abrirem três pontos de vantagem no começo. Se recuperou e virou no 11 a 10. Depois disso, só deu Brasil com facilidade.

O melhor: Wallace. Visivelmente mais confiante do que na terça-feira. Saltava muito e cravava quase todas as bolas. Virou a bola de segurança. Estava bem mais vibrante do que em outras partidas.

O pior: Muserskiy. O gigante russo de 2,18 m teve atuação apagadíssima. Fora nos bloqueios, não funcionou quase em nada. Errou muitos saques, alguns feios, batendo na parte debaixo da rede.

Toque dos técnicos:

No primeiro set, mesmo com Wallace sendo o maior pontuador brasileiro e o mais acionado, o tirou em determinado momento para colocar Leandro Vissotto. Fez o mesmo com Bruninho, que deixou a quadra para a entrada de Raphael. O ritmo foi o mesmo.

No segundo, colocou Lipe em certo momento somente para o saque. E em um bom serviço do ponteiro, o time voltou a ficar dois pontos à frente do placar e a partir dali teve maior tranquilidade. Fez o mesmo no terceiro set e deu certo de novo.

Para lembrar:

Alguns jogadores do Brasil estavam visivelmente mais vibrantes do que são nos jogos, como Wallace e Murilo, os que jogaram no sacrifício. Mais frios, estavam ligadões e com muitas caretas e gritos.

Na mesma coletiva em que criticou o comportamento dos brasileiros na derrota para a Polônia, a FIVB se pronunciou pela primeira vez sobre a mudança de tabela que prejudicou os brasileiros quando tiveram as datas de seus jogos alteradas e o time da casa é quem ficou com a regalia de fazer duas partidas com um dia de descanso.

"Muito fácil (responder sobre isso). O comitê tinha previsto isso, mas em 24 horas você pode mudar tudo. É uma condição geral. No Brasil você pode escolher quando quer jogar, no Japão também, e é o mesmo aqui. Nós estamos na Polônia. A Polônia pediu, e a Polsat (detentora dos direitos de transmissão no país) também. Às vezes você tem sorte, outras vezes tem azar", disse o vice-presidente da FIVB, Aleksandar Boricic.

16 de set. de 2014

Brasil perde em "caldeirão polonês" e se complica no Mundial de Vôlei



Por José Ricardo Leite

O caldeirão polonês feito nesta terça-feira na Atlas Arena, em Lodz, complicou muito a vida brasileira no Mundial Masculino de Vôlei. A derrota por 3 sets a 2 (25-22, 22-25,14-25, 25-18 e 17-15) para os anfitriões agora obriga uma vitória contra a Rússia, na quarta, e também a dependência de outro resultado.

O revés veio em uma jogada polêmica. Quando o jogo estava 16 a 15 para os poloneses, o árbitro chegou a dar ponto brasileiro que rendeu o empate. Depois, voltou atrás e deu toque de Sidão no bloqueio brasileiro, o que gerou a revolta de todo o time e comissão técnica. Demorou para as duas equipes saírem de quadra.

Os frenéticos fãs poloneses cantaram e gritaram durante toda a partida. Os saques brasileiros eram vaiados, e a cada ponto do time azul e branco faziam um barulho ensurdecedor. Palmas, buzinas, mosaicos, músicas, bandeiras, mascotes, cheerleaders.

Agora, o Brasil depende de uma vitória sobre a Rússia para continuar vivo no Mundial. Se perder, está fora. Ainda com o possível triunfo não estará garantido, vide que terá que esperar o resultado de Polônia x Rússia, na quinta, para saber como fica a situação. Apenas os dois melhores avançam.

O Brasil foi o único time que nas duas primeiras fases venceu suas nove partidas. Mas isso de nada adianta neste triangular final, já que os critérios de desempate de vitórias, set average e pontos se resumem somente à terceira fase. A primeira derrota na competição veio com um sabor pra lá de amargo.

 A equipe sentiu demais a falta de Murilo, que foi desfalque em função de uma lesão na virilha. O ponteiro é vinha sendo destaque nos passes, fundamento no qual a equipe errou demais nesta terça.

Fases do jogo:

O Brasil começou ligadíssimo e não deu a menor bola pro barulho e caldeirão polonês. Bruninho começou apostando nas chamadas bolas de segurança, com Lucarelli e Lucão quando o time polonês sacava, e ambas funcionavam. Em uma sequência de saques de Leandro Vissotto, o time polonês errou e alguns bloqueios funcionaram, e o Brasil abriu 7 a 3. Tudo ia bem até a vantagem de 15 a 10. Mas, depois de bons saques poloneses, os brasileiros se complicaram na recepção e não conseguiam construir boas jogadas. Paravam no bloqueio ou erravam passes que nem chegavam a gerar o ataque. O jogo foi para 15 a 15, e a partir dali a torcida pareceu pesar. O saque brasileiro parou de entrar, enquanto a defesa tinha dificuldade na recepção dos serviços poloneses, que estavam todos entrando. Depois de uma sequência de erros, o Brasil pareceu sentir o golpe. Os poloneses cresceram moralmente até fechar a partida.

O Brasil deixou a apatia do final do primeiro set no vestiário. Bem mais ligada, errava menos passes e parecia mais rápida na distribuição das jogadas. Lipe começou a aparecer muito bem no ataque, e Vissotto reconquistou confiança após errar muito no primeiro set. Com uma defesa regular, e um ataque potente, os brasileiros abriram 14 a 9. Na base da empolgação com as boas sequências de saque, a Polônia encostou em um ponto no 21 a 20. Explorava, sobretudo, o dia ruim de Lipe na recepção. Mas, desta vez, os brasileiros mantiveram a cabeça no lugar e contaram com um pouco de sorte em erro de saque polonês para fechar em 25 a 22.

No terceiro set, a Polônia continuava arriscando saques de maneira kamikaze. Mas o índice de acertos diminuiu muito. Muitas bolas na rede, e em alguns momentos a falta de confiança os fazia sacar mais fraco. Com bolas fáceis, o Brasil deitava e rolava. Mesmo errando seus saques forçados, o Brasil ia muito bem no ataque. Lipe se recuperou dos erros de passe e acertou muitas bolas de ataque, e o Brasil abriu 13 a 6. O time de Bernardinho fazia pontos de todas as maneiras e passeava. A fragilidade polonesa não resistiu e levou um 25 a 14.

A Polônia voltou dando mais trabalho no quarto. Equilibrou a partida desde o começo e arriscava um pouco menos no começo. Ninguém abriu dois pontos até o 15º ponto, quando o time da casa fez 15 a 13. O Brasil passou a adotar uma postura mais conservadora no saque e não forçava mais. Com moral alta, os poloneses atacavam fácil. O Brasil se desconcentrou e mais uma vez foi freado na base da empolgação dos donos da casa.  Os anfitriões levaram o jogo para o tie-break.

O quinto já tinha um Brasil perdido psicologicamente. Lento, sem poder de reação e apático, viu a Polônia abrir 7 a 2. Depois disso, os donos da casa não tiraram o pé em nenhum momento e impuseram a primeira derrota brasileira.

O melhor: Wlazly. Imparável no ataque. Foi a maior dor de cabeça brasileira, de forma disparada. Foi quem incendiou a torcida com suas bolas pra lá de eficientes.

O pior: Winiarski. A principal arma polonesa decepcionou na partida e pontuou muito pouco. Não foi efetivo quando acionado.

Toque dos técnicos:

No primeiro set, o Brasil chegou a abrir 15 a 10, mas após Vissotto ser bloqueado, a diferença foi pra 15 a 13. Bernardinho não hesitou em pedir tempo pela primeira em uma partida que seguia tranquila. Logo na sequência, trocou duplamente e colocou Raphael e Wallace nas vagas de Bruninho e Vissotto. Naquele momento, de nada adiantou taticamente. O Brasil parecia assustado com a reação dos rivais e nada fazia.

O técnico tentou por diversas vezes motivar a equipe na base do grito e substituições, mas as baixas brasileiras no jogo eram muito fortes, rendendo muitos pontos seguidos aos donos da casa.

Pra lembrar:

Murilo, que sofreu uma fisgada na coxa direita, não pôde atuar nesta terça-feira. O ponteiro pode não encarar a Rússia, na quarta. "Eu estou bem chateado, para ser sincero. Todo mundo pode imaginar a situação. A Seleção está imvicta, fiz nove jogos e na fase mais importante não vou poder ajudar hoje. Hoje, não cosnigo jogar. Fiz teste de manhã, está difícil saltar, incomoda. Sensação que o músculo vai rasgar. O combinado com o departamento médico é avaliar dia após dia. Amanhã tem outro jogo importante. De manhã, vou tentar de novo, se não der amanhã, se Deus quiser vai dar para semi ou final", falou ao Sportv antes do jogo.  

14 de set. de 2014

Brasil dá um chega pra lá no gigante russo "Muserskiy O Bundão"








Se ganhar é bom, bater o maior rival é melhor ainda. Foi isso que a seleção brasileira masculina de vôlei vivenciou neste domingo ao vencer a arquirrival Rússia, em Katowice, na Polônia, por 3 sets a 1, parciais de 25-19, 24-26, 25-21 e 25-19. De quebra, o resultado garantiu o time brasileiro com o primeiro colocado do Grupo F e pôs fim à invencibilidade russa no Mundial.

O triunfo no maior clássico do vôlei mundial empolgou a Spodek Arena, que vibrou com os brasileiros o tempo todo em função da rivalidade com os russos.

Até agora, somente a equipe verde e amarela venceu todos os nove compromissos no torneio e tem a melhor campanha. Antes, havia batido Canadá, Bulgária, China, Cuba, Coreia do Sul, Finlândia, Tunísia e Alemanha. Terminou com 21 pontos, contra 17 da Rússia.

O Brasil agora aguarda sorteio que deve acontecer por volta das 20h (horário de Brasília) para saber quais times farão parte de seu grupo em um dos triangulares finais do torneio. O único fato concreto é que não cruzará com o primeiro do Grupo E. Já os segundo e terceiro colocados que vão para os triangulares serão definidos via sorteio.

Existe até a chance de um novo confronto com os russos caso eles sejam os segundos colocados sorteados para o grupo brasileiro. A terceira vaga do Grupo F para a fase final será decidia na partida entre Alemanha e Canadá.

No Grupo E, a França já está classificada, mas sem posição definida. As outras duas vagas são disputadas por Polônia, Estados Unidos e Irã.

Fases do jogo:
Se em muitos jogos anteriores o Brasil começou sonolento, parece ter guardado as energias para o duelo contra os russos. Concentrados e com um incrível poder de saque, os brasileiros nem pareciam estar jogando contra seu maior rival. Quando os serviços forçados entravam, era muito difícil perder o ponto. Ou ace ou o bloqueio parava os rivais. Foram sete aces só no primeiro set. Já a Rússia não conseguia encaixar seus saques. O Brasil era rápido e envolvente e chegou a abrir 18 a 10.

O time europeu, aos poucos, começou a encaixar o saque e tirou quatro pontos de diferença. Mas depois de um pedido de tempo, esfriaram e mesmo acertando os saques não conseguiram mais tirar a diferença.  

No segundo, o Brasil começou bem novamente, mas a parcial foi equilibrada durante o tempo todo. Os saques forçados russos, que já começaram a entrar no fim do primeiro set, continuaram efetivos. A recepção brasileira passou a ter dificuldades para trabalhar as jogadas, e o ataque teve que forçar muitas bolas, resultando em erros.  O Brasil liderou até 21 a 19, quando o gigante Muserskiy, de 2,17 m, acertou uma boa sequência de saques e veio a virada o time vermelho.

A Rússia pareceu sentir a dificuldade de jogar sem um oposto de origem com a saída de Morov, lesionado, no fim do segundo set. Pareceu sentir o golpe, e o Brasil cresceu no jogo novamente. Só sofria perigo nos saques de Muserskiy, mas ainda assim a defesa trabalhava bem as pancadas e o ataque virava bolas, sobretudo as de meio, com Lucão. Leandro Vissotto entrou bem ao substituir Wallace. Passeio verde e amarelo na terceira parcial.

No terceiro, Bernardinho colocou alguns jogadores do banco, como Lipe e Éder nas vagas de Murilo e Sidão, e o ritmo não caiu. Os êrussos já pareciam combalidos psicologicamente e não ofereceram resistência. Foi só questão de tempo para fechar a partida. 

O melhor: Bruninho. A rapidez para os levantamentos pareciam confundir os russos, muitas das vezes fora da jogada e deixando o caminho livre para o ataque. O capitão brasileiro também deu diversos aces em bolas com efeito.

O pior: Ilinykh. O ponteiro foi muito mal e só virou uma bola no primeiro set. Acabou sacado e só voltou para jogar na função de posto em função da lesão de Moroz. Atuação apagada.

Toque dos técnicos:

O forte ritmo imposto pelo Brasil logo no começo deve ter surpreendido até Bernardinho pela facilidade. Difícil imaginar o comandante brasileiro menos agitado nos gestos do que o habitual justo em um duelo contra o arquirrival. Depois de ver o time abrir oito pontos, brecou e pediu seu primeiro tempo quando essa diferença chegou a somente quatro, no 19 a 15. A parada parece ter brecado os russos, que não conseguiram mais tirar a diferença. Mesmo nos melhores momentos da equipe rival, manteve o equilíbrio.

Já o técnico russo, Andrey Voronkov, se mexia de um lado para o outro e parecia não saber o que fazer. Por várias vezes falou com os membros de comissão técnica, gritou com os jogadores.  Seu maior problema foi quando perdeu Moroz. Ficou sem oposto, já que o outro que tinha Pablov, está machucado e não foi relacionado. Sem jogadores de ofício na posição, fez quase que um revezamento entre o gigante Muserskiy e Ilinykh.

Para lembrar:

Dois jogadores deixaram a partida lesionados, um de cada lado. Pelo Brasil, Wallace saiu mancando ainda no segundo set, aparentemente com uma pancada no tornozelo. Já a Rússia perdeu o oposto Moroz, que saiu de maca depois de uma queda no final do mesmo set que o Brasil perdeu Wallace.

Brasil e Rússia ainda podem se enfrentar até mais duas vezes dentro do Mundial. Basta serem sorteados para o mesmo triangular final e depois disso se encontrarem em uma eventual semifinal ou até decisão.

A rivalidade entre russos e poloneses fez o Brasil ter seu primeiro jogo com apoio quase que maciço das arquibancadas da Spodek Arena. Foi o recorde de público do ginásio no torneio, com 10.300 pessoas.

10 de set. de 2014

Brasil impecável contra a Bulgaria.




O Brasil começou a segunda fase do Mundial de Vôlei de forma espetacular. Nesta quarta-feira, a Seleção Brasileira enfrentou a Bulgária e atropelou o adversário por 3 sets a 0, parciais de 25/15, 25/21 e 25/21, em Katowice (POL).

Com um estilo de jogo muito agressivo e um forte bloqueio, os comandados do técnico Bernardinho não deixaram os bulgaros jogar. Apesar de ser uma seleção muito forte defensivamente, a Búlgaria não conseguiu bloquear os ataques dos atacantes brasileiros, além de contar com uma fraca recepção.

Pelo novo regulamento, os pontos da primeira fase continuam contabilizados contra os times que se classificaram. Com isso, o Brasil chega a 12 pontos e é o líder isolado do grupo F.

Nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira enfrentará a equipe chinesa. Na primeira fase, o Brasil teve dificuldades no jogo contra equipe asiática – o adversário na fase anterior foi a Coreia do Sul. (Crédito das fotos: FIVB/Divulgação)