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27 de ago. de 2013

Brasil e USA abrem fase final do Grand Prix 2013

  • Divulgação/FIVB
    Jogadoras brasileiras comemoram vitória sobre os EUA na primeira fase do Grand Prix, em Campinas
    Jogadoras brasileiras comemoram vitória sobre os EUA na primeira fase do Grand Prix, em Campinas

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A seleção brasileira feminina de vôlei estreia nesta madrugada na fase final do Grand Prix. Em Sapporo (JAP), a equipe comandada por José Roberto Guimarães medirá forças contra um rival bem conhecido: os Estados Unidos. A partida está marcada para 3h30 (de Brasília).
Brasil e Estados Unidos se consolidaram como as duas maiores potências do vôlei mundial nos últimos anos e 'monopolizaram' as disputas pelos principais títulos em disputa. No  Grand Prix, por exemplo, as atuais vice-campeãs olímpicas ficaram com o ouro nas três últimas edições, quando o Brasil ficou em segundo lugar.
Das últimas cinco partidas entre as duas equipes, as norte-americanas levaram vantagem em três - duas vezes no Grand Prix do ano passado e uma na fase de classificação dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Já o Brasil venceu o 'jogo que mais valia' - a final da Olimpíada e na primeira fase de grupos da atual edição do Grand Prix (3 a 2 em Campinas, no começo do mês). 
"Os Estados Unidos têm uma das melhores equipes da atualidade. É uma das seleções mais organizadas no seu sistema de jogo tanto no ofensivo quanto no defensivo. As jogadoras são extremamente aplicadas e concentradas. Essa é a equipe que vamos enfrentar. Para fazermos um bom jogo contra os Estados Unidos temos que nos comportar da mesma maneira. É importante buscarmos um equilíbrio no nosso time na distribuição das funções", afirmou Zé Roberto.
As duas seleções não estão com suas equipes completas no Grand Prix. Entre as 14 relacionadas, o Brasil conta com sete atletas que estavam em Londres no bicampeonato olímpico: Dani Lins, Fernanda Garay, Sheilla, Fabiana, Thaísa, Adenízia e a líbero Fabi.  Sheilla, porém, até o momento tem atuado pouco, já que Zé Roberto tem dado oportunidade para Monique atuar. 
"Essa será uma partida chave. É um adversário muito forte com um estilo de jogo que conhecemos. Um dos objetivos de estar na fase final é fazermos jogos como esse. Será uma estreia contra um adversário tradicional. Acredito que o time que se adaptar melhor aos adversários será o campeão. São cinco jogos em cinco dias. Precisamos estrear bem, ainda mais em um clássico como esse", declarou a líbero Fabi, que não estava na primeira fase.
Nesta fase final, o Brasil ainda enfrentará Japão (quinta-feira), Itália (sexta-feira), Sérvia (sábado) e China (domingo). A seleção com mais pontos após as cinco rodadas será a campeã da competição. 
Uol

2 de ago. de 2013

Antes de pegar EUA no GP, Brasil aceita sina de vice por tri em 2016

O possível tetracampeonato dos Estados Unidos no Grand Prix, feito inédito, não incomoda a Seleção Brasileira. Mais do que isso, o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães aceita a sina de terminar como vice do torneio, contanto que ganhe o tri olímpico no Rio de Janeiro-2016. Campeão dos Jogos de Pequim-2008 sobre as norte-americanas, o Brasil perdeu o título das edições de 2010, 2011 e 2012 do Grand Prix para as rivais. Nas Olimpíadas de Londres-2012, no entanto, ganhou o bicampeonato justamente diante dos Estados Unidos.

"Se a gente continuar perdendo o Grand Prix e ganhando as Olimpíadas, está ótimo", disse Sheilla. Sem se incomodar com o possível tetracampeonato das norte-americanas, ela ainda lembrou que os Estados Unidos ficaram fora das últimas duas finais do Mundial, vencidas pela Rússia sobre o Brasil.

Em sua estreia no Grand Prix, marcada para as 19 horas (de Brasília) desta sexta-feira, em Campinas, a Seleção encara a Polônia. Na sequência, duela com Rússia e Estados Unidos. Fabiana também abriria mão do título do torneio para ficar com o ouro olímpico, ainda que alimente o desejo de acabar com a hegemonia norte-americana.

"Com certeza, quebrar essa sequência dos Estados Unidos seria ótimo para todo o mundo. Mas concordo com a Sheilla. Se elas ganharem o Grand Prix e a gente continuar como campeãs olímpicas, a rotina pode continuar do mesmo jeito", afirmou a jogadora.Dono de três medalhas de ouro olímpicas, uma delas com a Seleção masculina, o técnico José Roberto Guimarães sorriu ao comentar a possibilidade de manter a sina com as norte-americanas. Segundo o treinador, a briga pelo tri em 2016 é assunto recorrente para o elenco.

"Eu também não ligaria de perder os Grand Prix para ganhar a Olimpíada. Todo o mundo sabe que é o evento mais importante e todos treinam para esse campeonato. Se a sina continuar, seria ótimo. Mas é claro que vamos jogar para ganhar (o Grand Prix)", avisou o comandante.

Acima da rivalidade com os Estados Unidos, seleção considerada favorita ao ouro olímpico por Zé Roberto, o técnico está focado em fazer o Brasil evoluir. "Seria importante quebrar a hegemonia delas, mas minha preocupação é fazer com que meu time cresça como um todo", pontuou.

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