2 de ago de 2013

Antes de pegar EUA no GP, Brasil aceita sina de vice por tri em 2016

O possível tetracampeonato dos Estados Unidos no Grand Prix, feito inédito, não incomoda a Seleção Brasileira. Mais do que isso, o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães aceita a sina de terminar como vice do torneio, contanto que ganhe o tri olímpico no Rio de Janeiro-2016. Campeão dos Jogos de Pequim-2008 sobre as norte-americanas, o Brasil perdeu o título das edições de 2010, 2011 e 2012 do Grand Prix para as rivais. Nas Olimpíadas de Londres-2012, no entanto, ganhou o bicampeonato justamente diante dos Estados Unidos.

"Se a gente continuar perdendo o Grand Prix e ganhando as Olimpíadas, está ótimo", disse Sheilla. Sem se incomodar com o possível tetracampeonato das norte-americanas, ela ainda lembrou que os Estados Unidos ficaram fora das últimas duas finais do Mundial, vencidas pela Rússia sobre o Brasil.

Em sua estreia no Grand Prix, marcada para as 19 horas (de Brasília) desta sexta-feira, em Campinas, a Seleção encara a Polônia. Na sequência, duela com Rússia e Estados Unidos. Fabiana também abriria mão do título do torneio para ficar com o ouro olímpico, ainda que alimente o desejo de acabar com a hegemonia norte-americana.

"Com certeza, quebrar essa sequência dos Estados Unidos seria ótimo para todo o mundo. Mas concordo com a Sheilla. Se elas ganharem o Grand Prix e a gente continuar como campeãs olímpicas, a rotina pode continuar do mesmo jeito", afirmou a jogadora.Dono de três medalhas de ouro olímpicas, uma delas com a Seleção masculina, o técnico José Roberto Guimarães sorriu ao comentar a possibilidade de manter a sina com as norte-americanas. Segundo o treinador, a briga pelo tri em 2016 é assunto recorrente para o elenco.

"Eu também não ligaria de perder os Grand Prix para ganhar a Olimpíada. Todo o mundo sabe que é o evento mais importante e todos treinam para esse campeonato. Se a sina continuar, seria ótimo. Mas é claro que vamos jogar para ganhar (o Grand Prix)", avisou o comandante.

Acima da rivalidade com os Estados Unidos, seleção considerada favorita ao ouro olímpico por Zé Roberto, o técnico está focado em fazer o Brasil evoluir. "Seria importante quebrar a hegemonia delas, mas minha preocupação é fazer com que meu time cresça como um todo", pontuou.

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