3 de ago de 2013

Grand Prix: com "novatas" apagadas, experiência faz diferença para Seleção

Ninguém na Seleção Brasileira feminina de vôlei esconde que a prioridade é a Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016, tanto que José Roberto Guimarães está aproveitando o Grand Prix para colocar as “novatas” diante da pressão dos torcedores. Quando a partida é complicada, porém, o treinador precisa recorrer para a experiência. E foi justamente isso que aconteceu na manhã deste sábado, na difícil vitória sobre a Rússia, por 3 sets a 2, na Arena Amil, em Campinas, pela segunda rodada do Grupo A.

Diferente da estreia contra a Polônia, quando Gabi e Monique se destacaram, ao lado de Fernanda Garay, a partida deste sábado não estava muito boa para as “novatas”. Talvez pela rivalidade existente entre Brasil e Rússia, que foi destacada, inclusive, por Zé Roberto nos dias que antecederam o duelo, as mais jovens sentiram um pouco e estiveram apagadas nesta manhã. Por isso, a válvula de escape foram as jogadoras mais experientes.

Preocupado em perder pontos contra a Rússia, mesmo porque no domingo tem um confronto direto pela liderança do Grupo A contra os Estados Unidos, Zé Roberto se aproveitou pouco das jogadoras mais novas, utilizando apenas Gabi e Monique durante boa parte do jogo. E a estratégia deu certo. Fer Garay, Adenizia e Dani Lins lideraram o Brasil em quadra e não sentiram a pressão que as russas tentaram imprimir.

Como opção no banco de reservas, Zé Roberto tinha ainda à disposição Sheilla, Fabíola e Juciely. E foi justamente esse fator que fez a diferença durante a partida. Quando a Rússia estava na frente ou encostava no placar, o treinador “apelava” para o banco de reservas. Como voltaram há pouco tempo de férias, elas ainda não estão nas melhores condições de jogo, mas mostraram o quão importantes são para a Seleção.

Assim como no primeiro jogo, diante da Polônia, o Brasil entrou em quadra um pouco ansioso e acabou errando demais, o que resultou na vitória russa por 28/26. Ao perceber que as “novatas” pareciam sentir a pressão do clássico, Adenizia chamou o jogo para si e terminou o primeiro set como maior pontuadora brasileira, com quatro pontos – dois de ataque e outros dois de bloqueio.

No segundo set, quem mais uma vez se destacou foi a ponteira Fer Garay, assim como aconteceu na estreia, quando terminou a partida como maior pontuadora, com 20 pontos. Chamando a responsabilidade e sendo bastante acionada pelas levantadoras Dani Lins e Fabíola, a camisa 16 mostrou porque é uma das principais jogadoras do vôlei feminino hoje em dia. Comandou o empate brasileiro, com nove pontos.

Apesar de quem viu o placar de 25/19 achar que não foi tão difícil assim, o terceiro set foi um dos mais complicados neste Grand Prix até o momento. Com muitos ralis e provocação por ambos os lados, o Brasil mais uma vez se segurou nas experientes Adenizia e Fer Garay, que não se intimidaram diante das adversárias, para conseguir a virada. No momento mais tenso do jogo, o tie-break, a experiência mais uma vez falou mais alto e Garay comandou a vitória por 15/8.

José Roberto Guimarães comentou que iria aproveitar o Grand Prix para dar mais experiência às “novatas”, mas não escondeu o desejo de terminar com a sequência de três títulos dos Estados Unidos. E para isso acontecer, o treinador sabe que precisa aliar experiência com juventude. O duelo deste sábado mostrou a importância de se ter jogadoras acostumadas com decisões e também peças de reposição.

André Esmeriz Direto de Campinas-Gazeta Esportiva Net

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