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19 de abr. de 2014

Sesi vai à final e quebra hegemonia histórica na Superliga


Depois de vencer fora de casa, o Sesi-SP contou com a força da torcida para novamente bater o Osasco e chegar à final da Superliga Feminina de Vôlei pela primeira vez. Neste sábado, no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, a equipe da capital venceu as líderes da primeira fase, por 3 a 2, com parciais de 19/21, 21/16, 8/21, 22/20 e 17/15.

Com o resultado, o Sesi fez 2 a 0 na série melhor de três e se classificou sem a necessidade do terceiro confronto, que seria realizado na próxima terça-feira, no ginásio José Liberatti, em Osasco. Na decisão, o time paulistano enfrentará o Unilever/Rio de Janeiro.

O triunfo, além de levar a equipe à final pela primeira vez, também quebrou uma série de 12 decisões consecutivas do Osasco, que não sabe o que é não chegar à disputa pelo título desde a temporada 2000/2001, quando os finalistas foram Flamengo e Vasco. De quebra, acabou com uma hegemonia de finais entre Osasco e Rio de Janeiro na Superliga, que já durava desde a temporada 2004/05.

Líder da equipe durante toda a competição, a capitã Fabiana anotou 16 pontos, sendo oito de ataque, seis de bloqueio e dois se saque, e foi quem mais pontuou pelo Sesi-SP, seguida por Ivna, que fez 14. Enquanto isso, do outro lado do confronto, a maior pontuadora do Molico/Nestlé e do jogo foi a também capitã Sheilla, que marcou 25 pontos (22 de ataque e três de bloqueio). Outro destaque da partida foi a italiana Caterina, que marcou 16 vezes.

Surpreendida em casa no primeiro jogo da semifinal, o Osasco não se incomodou com a pressão da torcida adversária e começou levando a melhor após um set muito equilibrado. No entanto, a equipe da capitã Sheilla não conseguiu manter o ritmo na segunda parcial e cedeu o empate.

Com o duelo empatado, era esperado mais um set equilibrado, porém o que aconteceu foi completamente diferente. Sobrando em quadra, o Molico/Nestlé não deu chances às adversárias e abriu 2 a 1 ao vencer por 21 a 8. Podendo fechar o jogo sem levar ao tie-break, o time com melhor campanha da primeira fase continuou melhor durante grande parte da parcial, porém sofreu a virada no final e novamente viu as donas da casa empatarem.

Na decisão, o Sesi, assim como em grande parte do confronto, ficou atrás das adversárias, porém mostrou uma reação incrível, impediu match-points e novamente virou para conseguir a classificação histórica.

1 de set. de 2013

Brasil vence a China e conquista nono título no Grand Prix de vôlei

Jogadoras brasileiras comemora ponto após derrubar a invencibilidade chinesa
O título do Grand Prix não poderia ter ficado em melhores mãos. Em uma partida impecável em Sapporo (JAP), o Brasil venceu a China na madrugada deste domingo (horário de Brasília) por 3 a 0 (parciais de 25-15, 25-14 e 25-20) e conquistou seu nono título na competição internacional.
A equipe do técnico José Roberto Guimarães voltou a vencer o torneio depois de três vice-campeonatos seguidos entre 2010 e 2012 para os Estados Unidos. A última conquista brasileira havia sido em 2009. Assim, o time ampliou sua vantagem, já que a segunda nação com mais títulos no Grand Prix são as americanas, com cinco taças.
A medalha de ouro coroou uma performance brilhante da Seleção na fase final no Japão. O time verde e amarelo venceu todos os seus cinco jogos no hexagonal por 3 a 0, contra China, Sérvia, Japão, Estados Unidos e Itália.

O jogo
O Brasil dominou o primeiro set do início ao fim. Impecável em todos os fundamentos, especialmente na defesa e no bloqueio, a equipe do técnico José Roberto Guimarães já forçou um primeiro pedido de tempo da técnica Lang Ping com 6 a 1 a favor da Seleção. A equipe verde e amarela, poderosa no ataque do trio Fernanda Garay, Sheilla e Gabi, furou o paredão chinês com frequência e ficou em vantagem em toda a parcial, sem ser ameaçado. Já a China, que tinha em Yimei Wang sua principal arma, sofreu na recepção. E, assim, contribuiu para a fácil vitória brasileira por 25 a 15.
O segundo set começou bem mais equilibrado, com os times se alternando na liderança. Mas após o primeiro tempo técnico, em que o Brasil vencia por 8 a 6, mais uma vez o domínio do time de Zé Roberto apareceu. Sobrando em quadra principalmente no ataque, a Seleção começou a abrir vantagem. Tanto que o time só permitiu a China anotar apenas mais oito pontos, contra 17. Assim, Sheilla e companhia venceram a parcial por 25 a 14, e asseguraram ali o título do Grand Prix, já que o Brasil entrou em quadra precisando apenas vencer dois sets para levar o troféu de campeão. As jogadoras, porém, contiveram a felicidade, já que o duelo ainda não havia acabado. Apenas alguns sorrisos das atletas expressavam o triunfo.
Apesar da missão já cumprida no meio do jogo, o Brasil não se deixou levar por isso no terceiro set. Com seriedade, os dois elencos atuaram como se nada tivesse acontecido. Mas por pura formalidade. Nesta parcial, a China endureceu o confronto novamente, e dificultou as ações. Mas outra vez a Seleção se impôs ao longo da parcial, e assumiu a liderança entre o primeiro e o segundo tempo técnico. No fim, foi só confirmar mais uma vitória no Grand Prix e finalmente comemorar o nono título.