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8 de abr. de 2016

Zé Roberto convoca mais do que planejado e terá de cortar 7 para Rio-20168

Zé Roberto Guimarães durante convocação da seleção brasileira de vôlei para Rio-16


O técnico José Roberto Guimarães anunciou nesta segunda-feira (04), no Rio de Janeiro, uma lista de 19 jogadoras convocadas para a temporada 2016 da seleção brasileira de vôlei feminino, que terá como principais competições o Grand Prix e a Rio-2016. O grupo é maior do que o treinador planejava, o que reflete uma série de questões com atletas (Fabíola está grávida, Léia sofreu uma lesão muscular grave, Sheilla tem atuado pouco na Turquia e Jaqueline tem um problema pulmonar, por exemplo). Com isso, ele será obrigado a fazer sete cortes no elenco até o início dos Jogos Olímpicos, em agosto.
A preparação da seleção brasileira será feita em Saquarema (RJ). Léia e Fabiana serão as duas únicas que se apresentarão nesta segunda-feira, e outras 15 atletas são aguardadas no dia 11 de abril. Fernanda Garay e Sheilla, que ainda estão em meio de temporada, devem ser integradas ao grupo apenas depois dos amistosos. Veja as convocadas:

Levantadoras: Dani Lins, Fabíola, Naiane e Roberta.
Opostas: Tandara, Sheilla e Monique
Centrais: Thaísa, Fabiana, Juciely, Carol e Adenizia.
Ponteiras: Jaqueline, Natália, Gabi, Mari Paraíba e Fernanda Garay
Líberos: Camila Brait e Léia

"Vocês sabem que eu não gosto de cortes, né? Não vamos reduzir o grupo antes porque não queremos passar por situações como tirar uma jogadora do grupo e depois precisar chamá-la de volta", disse o treinador. Em 2012, com uma dúvida entre a ponteira Natália (que foi escolhida) ou uma segunda líbero, ele deixou para fechar o elenco na vila olímpica de Londres. "Isso pode acontecer de novo, sim", completou.

Zé Roberto pode inscrever 14 jogadoras para o Grand Prix, mas a lista pode mudar a cada fase. Portanto, é possível que ele trabalhe com todo o grupo convocado. Na Rio-2016 são apenas 12 vagas – além das duas competições, a convocação desta segunda-feira servirá apenas para dois amistosos em São José dos Pinhais (PR), nos dias 27 e 29 de abril, ainda sem rival definido.

"Nós gostaríamos de trabalhar com um grupo mais reduzido, mas não podemos ficar com a conta do chá, muito em cima do número de jogadoras. Temos de pensar em vários aspectos de treinamento e de evolução técnica ou tática, mas temos alguns problemas e tivemos de tentar resolver em primeira mão. Dar oportunidade para essas jogadoras tentarem se recuperar para depois fazer um grupo definitivo. Elaboramos um planejamento de treinamento para estes quatro meses que é um pouco diferente do que fizemos nas outras vezes [ouro olímpico em 2008 e 2012]. Vamos conseguir atender esse número de jogadoras e esperamos no fim de maio ter alguma definição", explicou o treinador da equipe nacional.

Entre as jogadoras remanescentes do título de Londres-2012, a ponteira Jaqueline é uma das maiores preocupações. Além de ter feito uma temporada tecnicamente aquém do ideal, a jogadora do Sesi-SP foi internada nesta segunda-feira e ainda não sabe quando poderá se apresentar à seleção.

"Eu continuo preocupado com a Jaqueline. Hoje de manhã ela teve de passar no hospital. Ela está com um problema pulmonar. Estava marcada a apresentação dela em Saquarema, mas ela não se sentiu muito bem e está sendo avaliada neste momento no Sírio. Preocupa nesse sentido. Fisicamente a gente sempre está com atenção grande em relação a ela. É uma jogadora importante, que tem fundamentos significativos a dar para a seleção. A gente espera que ela esteja bem e que possa se apresentar o mais rápido possível", disse Zé Roberto.

Outras jogadoras, como a oposto Sheilla, tiveram temporadas atribuladas no aspecto técnico. A jogadora do Vafifbank (Turquia) chegou a criar uma rotina específica de treinamentos para estar em situação ideal para a seleção brasileira.

"Quando aconteceu o pré-olímpico em Ancara, tive oportunidade de assistir e passei quatro dias com a Sheilla em Istambul. Acompanhei os treinamentos, e a gente conversou muito sobre a preparação dela. Havia uma preocupação por ela não estar jogando, e ela sempre foi um ícone em todos os times", contou Zé Roberto. "Tenho mantido contatos semanais com ela a respeito de preparação e jogos. Notei que ela está muito voltada a disputar uma boa Olimpíada. Está se cuidando muito, dando foco à parte física, com expectativa de jogar sábado ou domingo na semifinal da Champions League", adicionou.

Fabíola também tem uma situação bem específica. A levantadora está grávida e criou um plano totalmente especial para dar à luz e recuperar a forma a tempo da Rio-2016. Ela seria a reserva imediata de Dani Lins, mas a incerteza acerca desse processo abriu espaço para Roberta (Rexona/Ades-RJ) e Naiane (Camponesa-Minas-MG).

"Sobre a Fabíola, nós estamos todos nos empenhando para que ela consiga treinar e participar. Vai depender muito do que acontecer no futuro. É necessário que seja um parto normal, ela não pode ter outro tipo de parto, e tudo tem de caminhar da melhor maneira possível para que ela tenha tempo hábil para treinamento. O tempo vai ser curto, mas por toda a experiência que essa jogadora tem a gente achou por bem tentar", encerrou o treinador da seleção brasileira.

17 de ago. de 2014

Brasil bate a Tailândia e encerra 1ª fase do Grand Prix com 9 vitórias em 9 jogos.


Atual campeã, seleção brasileira chega à fase final sem nenhuma derrota e apenas 3 sets perdidos. A próxima etapa será disputada de quarta a domingo, no Japão

Nove vitórias em nove jogos. Apenas três sets perdidos no caminho. Com uma campanha irretocável, o Brasil encerrou sua participação na primeira fase do Grand Prix 2014 neste domingo com mais um triunfo. Mesmo com a vaga já garantida na fase final do torneio, a seleção feminina manteve o bom ritmo e venceu a Tailândia com tranquilidade, por 3 sets a 0, com parciais de 25/15, 25/18 e 25/17, em Bangcoc. Com 26 pontos no total e 100% de aproveitamento, o time do técnico José Roberto Guimarães, que busca nesta edição o decacampeonato, terminou a primeira parte da competição em primeiro lugar na classificação geral.
A fase decisiva do Grand Prix acontecerá no Japão na próxima semana, de quarta a domingo. Participam da etapa final as quatro equipes mais bem classificadas - Brasil e China já estão garantidas, além da seleção do país sede (Japão) e do vencedor do playoff da segunda divisão (Bélgica). Ainda neste domingo, depois da realização dos últimos jogos da rodada, serão conhecidos os outros dois países que completarão o quadro dos seis finalistas. 
sheila fabiana brasil x tailandia volei (Foto: Divulgação/FIVB)Seleção vence a Tailândia e encerra sua participação na primeira fase (Foto: Divulgação/FIVB)

A ponteira Fernanda Garay foi o grande nome do jogo, com 15 pontos marcados, sendo quatro só de bloqueio. A central Fabiana marcou 14 e também foi fundamental para a vitória brasileira. Com 11 pontos, Onuma Sittirak foi a melhor em quadra pelo time da casa. 
- Fizemos uma boa etapa de classificação, mas sabemos que agora começa um novo campeonato. Hoje, conseguimos impor o nosso ritmo desde o começo. As tailandesas são habilidosas, e a torcida delas faz muito barulho. No entanto, superamos as dificuldades e alcançamos mais uma vitória - disse Garay.
Inspiradas, Fê Garay e Fabiana ditam ritmo do jogo
Bem no bloqueio com Fê Garay, que marcou logo três pontos neste fundamento, e apostando nas bolas de primeiro tempo com a central Fabiana, o Brasil não demorou muito para dominar o jogo: 8/5. Jaqueline também reforçou o bom ataque verde e amarelo, permitindo uma vantagem confortável no placar: 10/5. Contando com a categoria de Thatdao Nuekjang, a Tailândia reagiu e chegou a diminuir a diferença para dois pontos (15/13). Mas parou por aí. As brasileiras voltaram a ditar o ritmo do jogo e, com uma bela diagonal de Jaqueline, fez 22/14. A vitória parcial por 25/15 veio com tranquilidade, depois de um eficiente ataque de segunda da levantadora Dani Lins.
fabiana brasil x tailandia volei (Foto: Divulgação/FIVB)Fabiana foi um dos destaques da partida, marcando 14 pontos (Foto: Divulgação/FIVB)

A seleção brasileira manteve o bom ritmo no segundo set. Sheilla cresceu na partida, ajudando o Brasil a abrir em 7/3. Com dois pontos de bloqueio garantidos por Fê Garay e Fabiana, as atuais campeãs alcançaram o dobro dos pontos das rivais: 10/5. Sheilla também mostrou sua força nos saques, fazendo um ace e aumentando ainda mais a vantagem: 18/8. A Tailândia já parecia "entregar" o set quando Nekjang e Malika Kanthong comandaram uma reação, diminuindo a diferença para quatro pontos (21/17). As brasileiras, no entanto, colocaram fim ao momento de instabilidade na partida. Um ataque para fora de Tapaphaipun Chaisri deu a vitória parcial para o Brasil, por 25/18. 
thaisa brasil x tailandia volei (Foto: Divulgação/FIVB)Fernanda Garay somou quatro pontos de bloqueio na partida deste domingo (Foto: Divulgação/FIVB)
O terceiro set começou diferente dos anteriores. Mais organizada em quadra, a Tailândia saiu na frente. Com um potente ataque de Onuma Sitirak no fundo de quadra, as tailandesas abriram: 3/1. Do outro lado da rede, no entanto, Fê Garay voltou a se destacar. Aproveitando uma recepção ruim das rivais, pontuou com um ataque na primeira bola e colocou o Brasil no comando do jogo novamente: 7/6. Daí em diante, as atuais campeãs passearam em quadra. Com Sheilla bem no saque novamente, a seleção deslanchou e foi abrindo uma confortável vantagem: 20/13. Depois só precisou administrar até fechar em 25/17 e 3 sets a 0. 
- Foi um bom jogo. Sabíamos que seria uma partida difícil. É sempre complicado jogar na casa delas. Apesar disso, conseguimos sacar bem e anulamos as jogadas delas. Agora, temos que pensar na fase final. Sabemos que começa um novo campeonato, mas estamos muito confiantes e motivadas - garantiu Fabiana
.
Por Bangcoc

15 de ago. de 2014

Brasil bate os EUA de virada e se classifica para a fase final





O Brasil penou. Viu a derrota de perto. Teve paciência. E virou o placar. Nesta sexta-feira, a seleção brasileira teve um teste complicado – e fundamental – neste Grand Prix, para comprovar sua condição de favorito ao título. A equipe saiu perdendo por 2 a 0 contra as arquirrivais dos Estados Unidos, mas virou o placar e manteve sua invencibilidade na competição, fechando em 3 sets a 2 (29-31, 22-25, 25-22, 25-19 e 15-10). De quebra conquistou a vaga na fase final antecipadamente.

As seleções haviam se enfrentado no último domingo, quando o Brasil teve uma atuação segura, superior, e venceu por 3 a 0. Desta vez, parecia ser o dia dos EUA. As primeiras parciais foram sofríveis, com erros e um time brasileiro sem atitude. Foi só a partir do terceiro que as meninas comandadas por Zé Roberto reagiram, depois de muitas cobranças do treinador.

As norte-americanas tinham muito mais em jogo e precisavam da vitória para seguir na briga pela classificação para a fase final, e isso, aparentemente, motivou as jogadoras. Mas a determinação do Brasil em não se entregar falou mais alto, servindo também como um duro teste para as adversidades que virão quando chegarem os jogos decisivos na briga pelo título.

Thaísa foi o grande destaque da partida, acompanhada pela atuação boa e regular de Fernanda Garay. Pelos EUA, Kelly Murphy liderou as estatísticas e foi quem deu mais trabalho.

A seleção brasileira feminina de vôlei volta à ação no sábado, quando encara às 4h (de Brasília) a República Dominicana. No domingo, fechando as partidas na Ásia, pega as donas de casa, entrando em quadra contra a Tailândia às 6h30.

O jogo

A partida começou bem parelha, com alguns erros de ambos os lados fazendo as equipe se alternarem no placar. O Brasil abriu vantagem para ir ao primeiro tempo técnico, com 8 a 6. Mas a inconstância mostrada na primeira parcial levou a uma dura disputa para confirmar o set. O Brasil ainda ficou na bronca com a arbitragem duas vezes, e perdeu por 31-29. Kelly  Murphy e Foluke Akinradewo lideraram o time norte-americano, com seis pontos cada.

A situação piorou no começo do segundo set. Com mais erros que as rivais, o time de Zé Roberto chegou a ficar quatro pontos atrás no marcador, forçando o técnico a parar o jogo com um pedido de tempo. Com a recepção falha e o bloqueio norte-americano em alta, o Brasil não se encontrou, e perdeu novamente.

A reação veio na terceira parcial, em que a atitude e o foco das brasileiras voltou e garantiu um começo de set à frente das norte-americanas, a ponto de abrir quatro pontos de vantagem. Com dificuldades, o Brasil fechou o placar na frente e ganhou fôlego.

Com o retorno da garra e do brilho no olhar de outros jogos, o início do quarto set trouxe um Brasil mais próximo de sua realidade, de líder da tabela. Principalmente com os ataques de Thaísa, bloqueios de Dani Lins e Sheilla virando as bolas, o Brasil empatou o jogo.

O tie-break não teve dramas. Bastou ao Brasil manter o momento de alta e, com vantagem no placar desde os primeiros pontos, o que uma hora antes parecia uma inevitável derrota virou uma inesperada vitória.









29 de ago. de 2013

Fenômeno Gabi desequilibra contra o Japão

Ninguém jogou mais bola do que Gabi na segunda partida da seleção na fase final do Grand Prix. A seleção fez 3 a o no Japão, lidera com 6 pontos e confirma o crescimento na competição.
Impressiona a cada jogo a personalidade dessa menina de apenas 19 anos. Diante do Japão, Gabi parecia uma veterana em quadra, foi a jogadora de segurança de Dani Lins e virou praticamente todas as bolas que recebeu.
José Roberto Guimarães repetiu a formação que fez 3 a 0 nos Estados Unidos mas foi obrigado a tirar Monique ainda no primeiro set para a entrada de Sheilla. Monique, assim como na partida anterior, foi tímida, sentiu a pressão e não rendeu. Sheilla entrou e não saiu mais. Sheilla porém, assim como as demais, foi apenas coadjuvante e Gabi a estrela principal.
Gabi fez 19 pontos.
A seleção porém teve muitas dificuldades com o saque do Japão e nosso sistema de recepção falhou em várias passagens, acima da média. Ebata e Saori eram as principais peças ofensivas das japonesas.
O Japão contou com o apoio da torcida, dominou parte dos dois primeiros sets, mas entregou como de costume. Pesou a tradição e a camisa da seleção.
Não dá para deixar de enaltecer o bom desempenho do bloqueio brasileiro, 14 pontos, mas quem desequilibrou o jogo foi Gabi.
Um autêntico fenômeno aos 19 anos de idade e ‘apenas’ 1,76 de altura

29 de jul. de 2013

POLÔNIA DIVULGA LISTA DAS JOGADORAS QUE VÊM AO BRASIL

Neste domingo (29/07), a Polônia divulgou a lista das jogadoras que virão para a primeira etapa do Grand Prix 2013, em Campinas.

Na lista, o principal destaque é Skowronska, querida dos fãs e que já teve seu nome cotado algumas vezes para atuar no Brasil. Confira a lista.

Levantadora: Sadurek-Radecka, Wolosz
Oposto: K.Skowronska, Kaczor
Ponta: Kosek-Rozycka, Konieczna, Sieczka, Polak
Meio de Rede: Martalek, Kakolewska, Efimienko, Tokarska
Libero: Maj e Strasz.

Jaqueline e Murilo anunciam chegada do primeiro filho

Integrantes da Seleção Brasileira de vôlei nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Jaqueline e Murilo esperam a chegada do primeiro filho. Através de seu perfil no Twitter, a jogadora que defendeu o Sollys/Osasco na última temporada festejou a gravidez.
"Nossa, estou recebendo mais mensagens agora do que quando fui bicampeã olímpica! Vejo que o nosso baby já esta sendo amado por muitos", escreveu a jogadora. "Estou muito chorona e me emocionando por cada mensagem que estou recebendo", completou.
O casal viveu uma experiencia traumática em 2011, quando Jaqueline teve complicações na gravidez e acabou perdendo o bebê. Os primeiros exames indicaram que tudo corre dentro da normalidade e o menino é esperado para o final do próximo mês de dezembro.
Após passar por uma cirurgia no ombro, Murilo ainda se recupera e não participou da última edição da Liga Mundial, em que o Brasil ficou com o vice-campeonato. Ja a Seleção feminina inicia, a partir da próxima sexta-feira, em Campinas, a disputa do Grand Prix.