15 de ago de 2014

Brasil bate os EUA de virada e se classifica para a fase final





O Brasil penou. Viu a derrota de perto. Teve paciência. E virou o placar. Nesta sexta-feira, a seleção brasileira teve um teste complicado – e fundamental – neste Grand Prix, para comprovar sua condição de favorito ao título. A equipe saiu perdendo por 2 a 0 contra as arquirrivais dos Estados Unidos, mas virou o placar e manteve sua invencibilidade na competição, fechando em 3 sets a 2 (29-31, 22-25, 25-22, 25-19 e 15-10). De quebra conquistou a vaga na fase final antecipadamente.

As seleções haviam se enfrentado no último domingo, quando o Brasil teve uma atuação segura, superior, e venceu por 3 a 0. Desta vez, parecia ser o dia dos EUA. As primeiras parciais foram sofríveis, com erros e um time brasileiro sem atitude. Foi só a partir do terceiro que as meninas comandadas por Zé Roberto reagiram, depois de muitas cobranças do treinador.

As norte-americanas tinham muito mais em jogo e precisavam da vitória para seguir na briga pela classificação para a fase final, e isso, aparentemente, motivou as jogadoras. Mas a determinação do Brasil em não se entregar falou mais alto, servindo também como um duro teste para as adversidades que virão quando chegarem os jogos decisivos na briga pelo título.

Thaísa foi o grande destaque da partida, acompanhada pela atuação boa e regular de Fernanda Garay. Pelos EUA, Kelly Murphy liderou as estatísticas e foi quem deu mais trabalho.

A seleção brasileira feminina de vôlei volta à ação no sábado, quando encara às 4h (de Brasília) a República Dominicana. No domingo, fechando as partidas na Ásia, pega as donas de casa, entrando em quadra contra a Tailândia às 6h30.

O jogo

A partida começou bem parelha, com alguns erros de ambos os lados fazendo as equipe se alternarem no placar. O Brasil abriu vantagem para ir ao primeiro tempo técnico, com 8 a 6. Mas a inconstância mostrada na primeira parcial levou a uma dura disputa para confirmar o set. O Brasil ainda ficou na bronca com a arbitragem duas vezes, e perdeu por 31-29. Kelly  Murphy e Foluke Akinradewo lideraram o time norte-americano, com seis pontos cada.

A situação piorou no começo do segundo set. Com mais erros que as rivais, o time de Zé Roberto chegou a ficar quatro pontos atrás no marcador, forçando o técnico a parar o jogo com um pedido de tempo. Com a recepção falha e o bloqueio norte-americano em alta, o Brasil não se encontrou, e perdeu novamente.

A reação veio na terceira parcial, em que a atitude e o foco das brasileiras voltou e garantiu um começo de set à frente das norte-americanas, a ponto de abrir quatro pontos de vantagem. Com dificuldades, o Brasil fechou o placar na frente e ganhou fôlego.

Com o retorno da garra e do brilho no olhar de outros jogos, o início do quarto set trouxe um Brasil mais próximo de sua realidade, de líder da tabela. Principalmente com os ataques de Thaísa, bloqueios de Dani Lins e Sheilla virando as bolas, o Brasil empatou o jogo.

O tie-break não teve dramas. Bastou ao Brasil manter o momento de alta e, com vantagem no placar desde os primeiros pontos, o que uma hora antes parecia uma inevitável derrota virou uma inesperada vitória.









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