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20 de ago. de 2016

Rio 2016: Bernardinho relembra trajetória de superação e evolução no torneio


O Brasil está na final do torneio masculino de vôlei dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A seleção brasileira venceu a Rússia nesta sexta-feira (19/08) por 3 sets a 0 (25/21, 25/20 e 25/17), em 1h23 de partida e disputará a medalha de ouro contra a Itália, que passou pelos Estados Unidos na outra semifinal. A decisão será no próximo domingo, às 13h15, novamente no ginásio do Maracanãzinho, onde acontece a disputa da modalidade.
 Os brasileiros chegam para a final com três vitórias e dois resultados negativos na fase classificatória, pelo Grupo A, e depois de bater a Argentina nas quartas de final e a Rússia na semi. Os italianos venceram quatro e perderam na primeira fase e depois passaram por Ira, nas quartas, e Estados Unidos na partida anterior a grande decisão.
O técnico Bernardinho falou sobre a evolução da seleção brasileira para chegar até a final dos Jogos Olímpicos do Rio.
“Talvez o nosso saque não tenha entrado nos primeiros jogos e isso condicionou um pouco certas atuações. A partir do jogo da França, mostramos capacidade de lidar com a situação difícil, lutar e sobreviver. Contra a Argentina, uma equipe que vinha como primeiro da chave, mas teoricamente menos capacitado, a pressão estava toda do lado de cá, dois jogadores se contundem e o time demonstrou o mais importante, que é dar o seu melhor. Nem sempre isso é suficiente e isso é do esporte, mas tem que dar o seu melhor. A equipe veio hoje com um desempenho técnico superior as outras, mas, certamente, contra a Itália vai ser um jogo totalmente diferente”, destacou Bernardinho.

19 de set. de 2014

Bruno lidera o Brasil e mostra que é mais do que só o filho de Bernardinho




A cara de menino, nome em diminutivo e a lembrança por ser filho de Bernardinho talvez transmitam a imagem do levantador titular da seleção brasileira masculina como a de um jovem protegido que ainda luta para se firmar. Só que Bruno Mossa, o Bruninho, aos 28 anos, é muito mais do que isso dentro do elenco que tenta o inédito tetracampeonato mundial.
Ele teve a grande chance na equipe em 2007, quando foi incorporado de vez ao grupo em função do polêmico corte de Ricardinho, considerado por muitos o melhor levantador de todos os tempos. Passou a ter sobre as costas a pecha de estar na equipe apenas por ser o filho do treinador.
De lá pra cá, já são sete anos de seleção brasileira. No ano passado assumiu o posto de capitão da equipe com o afastamento de Murilo em virtude de uma cirurgia no ombro. O ponteiro, mesmo sem a tarja, assume também responsabilidades de conversar com os mais jovens e ajudar a manter a estabilidade emocional nos momentos mais tensos. Não é do tipo que fala alto e gesticula nas orientações, mas conversa mais reservadamente e suas feições são suficientes para acalmar o time.
Já Bruno, por sua personalidade mais expansiva, tem importante atuação na questão motivacional e de liderança do elenco. É quem mais fala, gesticula e conversa. Não há atuação boa ou ruim que faça o capitão da equipe se ausentar de explicações e declarações. Fala o tempo que for preciso (sua única ausência nesse sentido foi quando o Brasil não foi à coletiva contra a Polônia e incomodou a federação).
Nos jogos do Mundial em que não pôde atuar por uma lesão no dedo, ficou do lado de fora e não parava de incentivar um minuto sequer. Cada atleta que chegava ou saía recebia um tapinha de incentivo e uma palavra de motivação ou consolo.
De fora, olhava atentamente as partidas quase que como um observador técnico em busca de uma leitura que pudesse ajudar com sua análise. Nos tempos pedidos por Bernardinho, se juntava ao time e acompanhava as instruções de forma compenetrada para saber o que está se passando, mesmo de fora.
Isso faz parte de seu estilo "CDF" quando o assunto é vôlei, ainda mais quando é para estudar os adversários de suas equipes. Por conta própria, pede para a comissão técnica vídeos e estatísticas dos rivais e acompanha de seu Ipad. "Acho que trato o vôlei não só como meu trabalho, mas é minha paixão também. Brinco que é meu hobby. Até quando tenho tempo livre gosto de ver os jogos. É o que me dá prazer, gosto de estudar mesmo", declarou.
Quando explica o porquê de sua busca por aperfeiçoamento na base da leitura nas horas vagas, reverencia outros grandes nomes de sua posição e diz até se ver abaixo deles em termos de talento. As palavras seriam quase impossíveis de sair da boca de um jogador egocêntrico e vaidoso.
"Não sou um levantador talentoso como foram Maurício e o Ricardinho, então tenho que tentar buscar outros meios pra me tornar um cara eficiente. É isso que me faz ter esse lado", falou. "Pego vídeos das últimas partidas do adversário pra ver o bloqueio deles, que é a principal função que o levantador tem que ter, de estudar o bloqueio rival", continuou. "Eu era um cara OK nos estudos, nunca fui muito estudioso, mas o mundo do vôlei acabou me despertando esse interesse."
Bruno é do tipo que não tem vergonha de admitir os erros. Nem mesmo se a falha não for só individual e técnica, mas como capitão e líder. Expõe sua falha e se cobra. Como ao analisar os momentos em que o Brasil perdeu a cabeça com a provocação polonesa e deixou a vitória escapar, na terça-feira, no tie-break.
"Ficamos chateados e acho que faltou um pouco de lucidez de minha parte para ajudar o time naquele momento e juntar todo mundo. Acho que faltou comunicação. A gente não pode mais cair numa armadilha dessas."
Quando ficou de fora do time, fez questão de uma conversa mais reservada com o concorrente à posição. "O Bruno veio falar comigo antes do jogo e me deu muita força, falou coisas muito legais e que me deixaram mais confiante", falou o levantador Raphael, logo depois da vitória por 3 a 0 sobre a Finlândia. "Nós trocamos muitas experiências. Ele é um cara muito importante no grupo."
Bruno diz que a maneira pró-ativa de querer participar e se posicionar é algo que talvez tenha vindo do sangue do pai. Mas entende que um capitão não pode passar do ponto e querer impor sua ideia, mas sim juntar todos em um ideal.
"(Querer falar e se posicionar) foi bastante da minha personalidade. Tento falar, mas o principal que eu vejo e procuro enxergar em grandes líderes é ser um cara natural, não faço isso porque acho que tem que ser assim do meu jeito. É meu jeito de ser e a minha personalidade de agir. Eu não estou forçando nada. Acho que isso eu posso ter puxado o lado dele (Bernardinho)."
O fato de o capitão ser filho do técnico só cria uma saia justa no momento de defender o elenco e se posicionar. Ele diz que isso nunca foi problema na relação com jogadores e equipe e entende que o fato de conhecer pessoalmente o Bernardinho técnico como alguém da família é algo mais positivo do que negativo perante os outros jogadores. E nem se importa quando a questão é sobre ser filho do técnico.
"Não, hoje em dia esta tranquilo (essa questão). É difícil porque ele é um cara que cobra muito, como tenho bastante tempo de convivência, tem hora que falamos e tem que escutar apenas e deixar pra outra hora a de dialogar. E os mais experiente têm que passar isso pros mais jovens."
Uma de suas principais funções é a de deixar o elenco "ligado", já que é o mais agitado do time que inicia as partidas. Divide com Murilo as duas faces dos mais experientes em quadra, mesclando energia com serenidade. Mas ambos assumem as funções de dialogar com os mais jovens.
"Eles dois estão sempre conversando com a gente e fazendo de tudo pra que a gente não sinta tanto a pressão e deixando à vontade", falou Lucarelli, o mais jovem do elenco, com 22 anos.
E conversas entre os jogadores não foi o que faltou após a derrota para a Polônia, na terça-feira. O resultado gerou a obrigação de bater a arquirrival Rússia na quarta para o time ter chances de prosseguir no Mundial. Venceu por 3 a 0 está nas semifinais.
"De maneira alguma imaginamos que iríamos ficar de fora. Na preleção comentamos dos inúmeros momentos que passamos para estar ali. Temos provado que temos um time de guerreiros. Fico orgulhoso de ter caras como Murilo e Wallace (que estavam lesionados e jogaram contra a Rússia). Acho que vamos longe."

Por José Ricardo Leite-Uol

19 de jul. de 2014

Bernardinho explica decisão de poupar Murilo e Sidão no jogo contra o Irã

O oposto iraniano Ghafour, maior pontuador contra o Brasil, enfrenta bloqueio de Éder e Wallace

O técnico Bernardinho deu sua explicação para a ausência do ponteiro Murilo e do central Lucão no time titular do Brasil na derrota para o Irã, nesta sexta-feira, pela fase final da Liga Mundial de Vôlei. Questões físicas, segundo ele, foram decisivas para a decisão de escalar o jovem Lucas Lóh e Éder nas posições.

– Nossa decisão foi de poupar foi em função da idade e de questões físicas que eles estão carregando. Durante a partida, com o jogo se alongando, o desgaste também veio com o Wallace e o Bruninho. Mexemos em peças importantes, como o Raphael e o Vissoto, peças do mesmo padrão, com alto nível. A intenção é dar uma condição boa para o time – disse o treinador, em entrevista ao SporTV.

A derrota do Brasil para os asiáticos tirou a Rússia da briga pelo título da Liga Mundial. Os comandados de Bernardinho avançaram em segundo no Grupo I e terão como adversário na semifinal deste sábado a Itália, que passou pela Austrália por 3 a 0 e garantiu a primeira colocação do Grupo H.

27 de abr. de 2014

Unilever vence a Superliga pela nona vez e confirma hegemonia

O Unilever confirmou sua hegemonia na Superliga feminina. O time do técnico Bernardinho venceu o Sesi por 3 sets a 1, com parciais de 21-11, 21-12, 13-21 e 21-16, e sagrou-se campeão da competição nacional pela nona vez, neste domingo, no ginásio do Maracanãzinho.

"Tem dois componentes que eu considero fundamentais que digo e acredito: muito trabalho e união do grupo. Isso é uma causa que essas jogadoras defendem e é muito bonito. Nós construímos isso e elas são as grandes representantes. Nosso grupo tem base sólida para trabalhar e o resultado é esse", comentou Bernardinho.

Em sua décima decisão consecutiva, o Unilever teve o amplo domínio do confronto contra uma equipe que chegava à final pela primeira vez. Só levou um susto no terceiro set, quando permitiu reação do Sesi. O título, porém, esteve longe de ser ameaçado. 

No início do jogo, a equipe carioca abriu seis pontos (11-6) em uma bola de contra-ataque da ponteira sérvia Mihajlovic. Praticamente manteve a vantagem antes do segundo tempo técnico e caminhou com facilidade para fechar o primeiro set por 21-11.

O panorama da partida seguiu o mesmo na segunda parcial. O Unilever abriu 5-1 no início do set, permitiu que o Sesi esboçasse uma reação ao fazer 6-4, mas contou com boa atuação da ponteira Gabi para novamente abrir a diferença. Dois aces consecutivos da ponteira Amanda fizeram a equipe fechar a parcial por 21-12.

Na base do 'tudo ou nada', o Sesi melhorou no terceiro set e ameaçou uma reação. Contou com queda da recepção do Unilever e obrigou Bernardinho a parar o jogo. A pausa, porém, não adiantou. Parcial para a equipe paulista por 21-13.

"Hoje, fomos traídos um pouco pelo emocional no terceiro set, elas se soltaram e nós falhamos na hora de fechar. O mais importante é que soubemos retornar. Essa foi uma temporada de superação e as meninas souberam acreditar na força do grupo.", disse Bernardinho.

A reação, porém, parou por aí. O Unilever voltou a dominar a partida abrindo 6-1 logo no início do quarto set. Uma boa passagem da ponteira Pri Daroit pelo saque ajudou o Sesi a reduzir a diferença no 10-7. O time carioca, porém, manteve a consistência para fazer 21-16 e comemorar mais um título no Maracanãzinho.

Um dos destaques do jogo foi a veterana levantadora Fofão que, aos 44 anos, foi eleita a melhor da final. "A Fofão é a síntese da atleta que inspira as pessoas pela paixão que tem pelo que ela faz. É uma jogadora que tem que estar sempre no voleibol, porque é um exemplo para todas as jovens. Ficou praticamente 15 dias sem treinar, mas sempre esteve com a equipe em todos os treinos. Antes do jogo eu disse a ela: 'obrigado por tudo que você fez e, conseguindo ou não conseguindo, está bom'. Ela merece o que colheu e ver o time todo em volta dela foi fantástico ", disse Bernardinho.
_Uol_











20 de abr. de 2014

"Ninghem acrediitava na gente" desabafa Bernardinho

Pela décima vez consecutiva, o Unilever Vôlei/Rio de Janeiro se garantiu na decisão da Superliga Feminina. A  carioca venceu o Vôlei Amil/Campinas na fase realizada no último fim de semana e apenas aguarda o adversário para a grande final da temporada 2013/2014. Experiente e acostumado à partidas decisivas, o técnico do Rio, Bernardinho, fez um desabafo.
Treino do Unilever Vôlei/Rio de Janeiro. Foto: Fernando Maia/MPIX
"Ninguém acreditava na gente. Esse ano falaram bastante que a final seria diferente, mais com relação ao nosso time. Até porque Osasco estava invicto. Mas conseguimos nosso objetivo que era estar na final", afirmou. Apesar do Rio de Janeiro estar garantido na decisão, o local em que será disputado o  ainda não está definido. Segundo a Confedereção Brasileira de Vôlei (CBV), caso o Sesi seja finalista, o confronto está marcado para a Cidade  Maravilhosa, mas se o vencedor for o Molico/Nestlé/Osasco, o duelo acontecerá em São Bernardo, São Paulo.
Alheio à ausência de informação, Bernardinho apontou a preferência do time. "É  que gostaríamos que a final fosse realizada no Rio de Janeiro. Estaríamos diante da nossa torcida e fecharíamos com chave de ouro uma campanha muito difícil. Além disso, seria um grande presente para nossos fãs. Mas a essa altura não dá para ficar pensando nisso, não dá para ficar escolhendo", contou.
Semana de recuperação e treino
Bernardinho, técnico do Unilever Vôlei/Rio de Janeiro. Foto: Fernando Maia/MPIXCom a classificação confirmada na segunda partida da semifinal, o Rio de Janeiro se deu ao luxo de aguardar o rival para a decisão, uma vez que o confronto entre Sesi e Osasco está empatado, forçando um jogo desempate. Sendo assim, o time liderado pela levantadora Fofão teve uma semana sem atuar. No entanto, engana-se quem pensa que não há esforço suficiente. Bernardinho ressaltou 'trabalho' como a  de ordem para esse período.
"Antes de tudo é importante recuperarmos nossas jogadoras. Precisamos tê-las íntegras para o treinamento. Neste primeiro momento, estamos olhando muito mais para nós mesmos. É bom ter esse tempo para corrigir nossas falhas e dar consistência ao que deu certo", declarou. Ele também adiantou que o treinamento é realizado em cima das áreas mais fortes de ambos possíveis adversários.
"As duas equipes possuem algumas características semelhantes e começamos a trabalhar em cima disso. Por exemplo, tanto um quanto outro tem jogadas fortes pelo meio, com Fabiana e Bia e Thaisa e Adenízia. Precisamos evitar que esse ponto forte dos nossos adversários seja um ponto negativo para nós", disse. A final da Superliga Feminina 2013/2014 está marcada para às 10h do dia 27 de abril, domingo, em local a ser escolhido.
Redação SRZD

22 de nov. de 2013

Bernardinho valoriza primeiro set contra Japão: “Brilhante"

Embalado na disputa da Copa dos Campeões masculina de vôlei nesta temporada, o Brasil se manteve invicto na competição intercontinental ao triunfar por 3 sets a 0 sobre o Japão, com parciais de 25/17, 25/23 e 25/18, nesta sexta-feira, no Ginásio Metropolitano de Tóquio. O desempenho da Seleção diante do time asiático empolgou o treinador Bernardinho, que exaltou o ritmo de jogo dos atletas nacionais.
"O Brasil fez um jogo brilhante no primeiro set. Sacamos bem, jogamos bem taticamente, defendemos, tivemos bom contra-ataque, então foi realmente uma parcial irrepreensível. No segundo, o Japão teve mérito, sacou muito bem e complicou nossa vida. No terceiro, cometemos muitos erros, principalmente no começo, e isso não pode acontecer nos próximos jogos, contra Rússia e Itália", afirmou o técnico.
Na partida desta sexta-feira, a equipe verde-amarela entrou com uma novidade na escalação titular em relação ao time que triunfou sobre Irã e Estados Unidos nas rodadas iniciais. O ponteiro Lipe foi colocado por Bernardinho na vaga de Lucarelli e, com 12 pontos, foi quem mais teve êxito no ataque do Brasil.
"Foi muito importante contar com o Lipe e com o Eder, que mostraram a condição de ser uma opção. O Lucarelli estava com pequeno desconforto muscular, achamos por bem poupa-lo nesse jogo. O Lipe entrou muito bem", encerrou Bernardinho.
Com este resultado, o Brasil chegou aos nove pontos na tabela de classificação e lidera a competição intercontinental de maneira isolada. A Rússia, com seis pontos, aparece na segunda colocação, seguida por Estados Unidos (cinco pontos), Itália (cinco pontos), Irã (dois pontos) e Japão (sem pontuar).
A equipe comandada por Bernardinho volta a entrar em quadra neste sábado, às 5h10 (de Brasília), quando mede forças com a Rússia, novamente no Ginásio Metropolitano de Tóquio. Neste domingo, à 1h10 (de Brasília), o time verde-amarelo encerra sua participação no torneio intercontinental contra Itália.

22 de jul. de 2013

Fomos dominados por uma equipe melhor", diz Bernardinho

Na noite deste domingo, a Seleção Brasileira voltou a sofrer nas mãos da Rússia e acabou desperdiçando a chance de conquistar o seu décimo título da Liga Mundial. Reconhecendo que fizeram uma partida abaixo do esperado, o técnico do Brasil e os jogadores reconheceram que o adversário foi bem superior.

A queda da Seleção foi, de certa forma, vexatória, já que a Rússia liquidou o duelo decisivo em apenas três sets, aplicando 25/23, 25/19 e 25/19. E Bernardinho reconheceu que a derrota por esse placar foi uma surpresa.

"Não esperava. Eles jogaram muito bem, não soubemos aproveitar", disse o técnico após a partida, em entrevista ao Sportv.
"Temos que ter um pouco de calma com alguns jogadores que estão chegando agora. Uma expectativa muito grande foi criada, mas é natural, a primeira final. E eles jogaram muito bem. É fato. Sacaram bem, defenderam bem. Mas é um processo de construção.

As comparações são exageradas e prematuras. São jogadores de muito talento, que mereceram chegar, mas realmente fomos dominados por uma equipe melhor do que nós nos fundamentos. Mas há de se reconhecer o mérito deles. Precisamos de consistência", destacou o comandante. "Eles souberam nos marcar, dominaram, abriram frente e é complicado jogar com eles estando atrás", admitiu.

E se Bernardinho falou que a seleção russa foi melhor, o mesmo fez seu filho, Bruno Resende. O levantador também exaltou os méritos do adversário e não escondeu a frustração.

"Normal não (a derrota), pois a gente não esperava. Queríamos o título. Mas temos que reconhecer que eles foram superiores. Quando deixa abrir (a Rússia) vantagem, fica difícil, pois forçam o saque e crescem no jogo. Foi o que aconteceu", observou. "É preciso ter paciência. Estamos buscando entrosamento, é um grupo novo. Temos que aprender com derrota. Saímos de cabeça erguida, mas frustrados, porque poderíamos ter feito um pouco melhor", declarou Bruninho.

Lucarelli, maior pontuador do Brasil na final, com oito pontos, também comentou os erros do time. Para o ponteiro, a Seleção tem que tirar lições dessa derrota.

"Nós erramos bolas que não precisava. Tomara que a gente corrija os erros, amadureça com tudo o que fizemos de ruim", falou. Perdemos a cabeça em certos momentos, e isso não pode acontecer", concluiu.

14 de jul. de 2013

William e Wallace comemoram oportunidade dada por Bernardinho

O Brasil não pôde contar com Bruninho, Leandro Vissoto e Dante no jogo contra os Estados Unidos, neste sábado. Mesmo assim, a equipe jogou bem e venceu por 3 sets a 1. Com a ausência de nomes importantes, os suplentes puderam mostrar trabalho e mantiveram o nível da equipe. Após o triunfo, Wallace e William, dupla do Sada/Cruzeiro, comemoraram a oportunidade de jogar diante da torcida no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

"Jogar é sempre bom, é o que gosto de fazer e me divirto muito estando dentro de quadra. Sabemos a função de cada um dentro da equipe, mas sempre que a oportunidade é dada, vou aproveitá-la da melhor maneira", comemorou o levantador William, que disputa a Liga Mundial pela primeira vez.

Com a vitória, a Seleção Brasileira garantiu a classificação no primeiro lugar da competição com um jogo a menos. Garantido na próxima fase, Wallace também se sentiu em casa e ressaltou a importância de sua boa atuação.

"Hoje me soltei mais em quadra, está sendo uma boa experiência voltar a jogar este final de semana e, independente de estar classificado ou não o mais importante, repito, é poder jogar bem e aproveitar a oportunidade de ajudar a equipe", afirmou o oposto.

Além dos atletas, quem também reconheceu o bom desempenho dos suplentes foi o treinador Bernardinho. "É bom ver que os jogadores que tiveram mais espaço hoje renderam bem. Essa vitória foi muito importante, já que considero os Estados Unidos um time muito forte neste atual ciclo olímpico", afirmou o técnico.

13 de jul. de 2013

Bernardinho valoriza a atuação dos reservas com a vitória sobre EUA por 3x1

Com o time garantido na próxima fase da Liga Mundial, o técnico Bernardinho aproveitou para usar alguns suplentes no confronto com os Estados Unidos, disputado na manhã deste sábado. Satisfeito, o técnico valorizou o triunfo e a atuação dos reservas.

"É bom ver que os jogadores que tiveram mais espaço hoje renderam bem. Essa vitória foi muito importante, já que considero os Estados Unidos um time muito forte neste atual ciclo olímpico", declarou o comandante após a vitória por 3 sets a 1, no Rio de Janeiro.

"Precisamos melhorar a virada de bola. Temos que jogar com inteligência e vamos treinar hoje novamente com os jogadores que não atuaram. Queremos vencer. Mesmo classificados, isso não muda. Sempre entramos em quadra na busca pela vitória", reiterou Bernardinho, exigente.

Indisposto, o levantador Bruninho não participou da partida disputada no Maracanãzinho, assim como os experientes Dante e Vissotto, poupados para a fase final. Desta forma, nomes como Thiago Alves, Maurício Borges, William e Wallace ganharam espaço.

"Tivemos altos e baixos, mas foi uma boa partida. Entraram em quadra alguns jogadores que não vinham atuando, e isso é muito bom, pois o Bernardinho vai precisar de todo o grupo durante a competição. Temos que melhorar principalmente nosso contra-ataque", disse Lucarelli.

Sem Bruninho, Éder teve a chance de entrar em quadra na condição de capitão e avaliou o desempenho do time de maneira crítica.
"Começamos com muita vontade e pouca inteligência. Conseguimos uma virada muito boa no primeiro set e mantivemos o ritmo no segundo, mas deixamos cair no terceiro. Precisamos mudar isso na fase final", disse.

12 de jul. de 2013

Brasil pega EUA com mudanças já pensando na fase final

A classificação antecipada à fase final da Liga Mundial masculina de vôlei fez o técnico Bernardinho planejar mudanças na Seleção Brasileira. A equipe, que enfrenta os Estados Unidos duas vezes neste fim de semana no Rio de Janeiro, contará com atletas que não tiveram espaço no time em partidas anteriores.

Na liderança do Grupo A da Liga Mundial, com 19 pontos ganhos, o Brasil já está na fase final da competição, disputada entre os dias 17 e 21 de julho. Os Estados Unidos, com 12, ainda sonham com a classificação..

"Treinamos forte durante a semana. Claro que queremos fazer boas partidas contra os Estados Unidos e vamos testar alguns jogadores. O Bruno sentiu um mal estar hoje e o Vissotto sentiu um desconforto na panturrilha e talvez sejam dúvidas. Mas o Dante vai ser poupado, com o Thiago Alves jogando no lugar dele. Vamos avaliar a condição física de todos os jogadores", explicou o técnico Bernardinho..

Já garantido na equipe que enfrentará os norte-americanos, o ponteiro Thiago Alves tenta aproveitar a chance para ganhar espaço no time, que passa por um processo de renovação após a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres-2012..

"Apesar do jogo não valer a classificação, é importante para entrosar e dar ritmo a todo grupo. Eu, com certeza, vou tentar aproveitar essa oportunidade da melhor maneira possível", afirmou o jogador, campeão da última Superliga pelo RJX..

Para os duelos, disputados no ginásio do Maracanãzinho nas manhãs de sábado e domingo, o técnico Bernardinho espera dificuldades diante dos Estados Unidos, que ainda buscam a classificação à fase final..

"Os Estados Unidos são sempre uma seleção que nos coloca dificuldades, de altíssimo nível, que sempre disputa de igual para igual. É assim desde o anos 1980. Não esperamos nada diferente disso no final de semana. Vamos com o objetivo de buscar vitórias, fazer o nosso melhor. É um teste importante para alguns jogadores", comentou o treinador do Brasil..

Gazeta Esportiva.Net.

29 de jun. de 2013

Bernardinho assume responsabilidade por derrota para França

O técnico da Seleção Brasileira masculina de vôlei, Bernardinho, assumiu a responsabilidade pelo revés sofrido para a França na manhã deste sábado no Ibirapuera, em São Paulo. A derrota por 3 a 1 pôs fim a uma invencibilidade de cinco jogos do time nacional na edição de 2013 da Liga Mundial.
"Há de se enaltecer o time da França. Não consegui colocar meu plano de jogo em ação. A responsabilidade é minha. Minha gestão da equipe não foi boa", disse o treinador.
Para Bernardinho, a Seleção precisa saber lidar melhor com a pressão de jogar em casa. Na sexta-feira, quase havia cedido a virada após estar vencendo por 2 sets a 0. No fim, triunfou por 3 a 2.
"Neste novo ciclo (olímpico) temos de aprender com o fato de lidar em casa, de estar perto do torcedor. Não podemos perder o foco na missão que temos em mãos", disse.
Na semana que vem, o Brasil enfrentará a Bulgária, em Brasília. Depois, no fim de semana seguinte enfrentará os Estados Unidos no Rio de Janeiro. Os quatro últimos jogos da etapa de classificação serão decisivos para a classificação à fase final da Liga Mundial.

28 de jun. de 2013

Jogando em casa Brasil vence a França por 3x2

Em sua primeira partida em casa na Liga Mundial 2013, o Brasil parecia que venceria sem sustos, mas tomou enorme sufoco dos rivais, porém, não decepcionou a torcida presente no ginásio Ibirapuera, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira, e derrotou a França por 3 sets a 2, com parciais de 25-20, 25-19, 22-25, 21-25 e 15-12. A equipe de Bernardinho alcançou sua quinta vitória no grupo A e segue invicta na competição.

Após início equilibrado de jogo, os franceses tomaram a ponta no placar, mas o Brasil logo igualou o marcador, com potentes ataques pela ponta. Apenas no final do set o time mandante conseguiu abrir boa vantagem sobre os europeus para fechar o período em 25 a 20, em 26 minutos.

Novamente o início de set foi parelho, sempre com o Brasil com pouca vantagem no marcador. Mas a França reagiu, tirou uma desvantagem de dois pontos e ainda virou o placar para 10 a 8. Com erro adversário e bloqueio de Lucão, a seleção brasileira retomou novamente a liderança no placar, com 16 a 15.

O bloqueio brasileiro encaixou e, com dois seguidos de Lucarelli, a equipe ampliou ainda mais a vantagem sobre os franceses. E foi com novo ponto de bloqueio, agora de Leandro Vissotto, que a equipe da casa fechou o 2º set em 25 a 19, agora em 28 minutos.

Os franceses voltaram dispostos a não entregar barata a derrota e complicaram o jogo para o Brasil no 3º set. As duas equipes se revezavam na liderança do placar, mas no final do período a equipe visitante passou à frente. Sem mais largar a vantagem, a França fechou o set em 25 a 22.

A equipe europeia se animou com a reação e continuou seu forte ritmo de jogo, deixando o Brasil perdido na partida. A seleção nacional se achou e o jogo voltou a ficar equilibrado. Mas o ímpeto francês não diminuiu e a equipe empatou o duelo em 2 a 2, com 25 a 21 no 4º set.

No tie-break a França seguiu bem, aproveitando erros bobos dos brasileiros. Quando o Brasil esboçava alguma reação, voltava a tropeçar em suas próprias falhas.

Quando o time brasileiro perdia por 12 a 9, Bernardinho pediu tempo e depois fez uma inversão 5-1, com as entradas de William e Wallace. O levantador acertou todos os saques (quatro), e o oposto colocou três bolas no chão, selando a virada e a vitória da seleção nacional por 3 a 2.

27 de jun. de 2013

Bernardinho exalta nova geração da seleção masculina

A medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano passado, marcou o adeus de grandes jogadores à seleção masculina e a ascensão de uma nova geração. O processo de renovação da equipe começou na Liga Mundial deste ano e já vem correspondendo, segundo avalia o técnico Bernardinho. Um importante passo neste processo será dado neste fim de semana, quando a equipe disputará a primeira etapa do torneio em casa, contra a França, na SEXTA (28.06) e no SÁBADO (29.06), no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo (SP).
Até agora na Liga, a seleção soma quatro vitórias em quatro jogos e é líder do Grupo A, com 11 pontos, ao lado da Bulgária. Na primeira rodada, bateu a Polônia, na casa do adversário, por 3 a 1 e 3 a 2. No fim de semana seguinte, foi à Argentina e também conseguiu dois resultados positivos, desta vez por 3 sets a 0.
"Embora tenhamos cometido um excesso de erros no segundo jogo contra a Polônia, a nossa equipe vem trabalhando bem o saque e tem uma condição de bloqueio interessante. A inserção de alguns jogadores que já vínhamos investindo, como o Lucarelli, é um ponto positivo. Ele hoje é uma realidade. O Lipe entrou muito bem no segundo jogo contra a Argentina. O Dante tem sido muito importante na função de mais experiente do grupo. Temos jogadores substituindo ícones do vôlei mundial e todos estão cumprindo bem os seus papeis", destacou Bernardinho.
O capitão Bruno também garante que o novo momento da seleção brasileira é positivo. Os dois jogos deste fim de semana, quando a equipe fará a primeira partida no país com os novos nomes do vôlei, será uma boa oportunidade para que o torcedor comprove o que vem sendo dito pelos atletas.
"Essa mescla na equipe de jogadores experientes com muitas caras novas está dando resultado. Esse grupo trabalha com muita vontade e entrega e todos sentirão isso. Tivemos um excelente exemplo de uma geração vitoriosa com o Giba e o Serginho e precisamos aproveitar tudo de bom que eles nos deixaram", comentou Bruno.
Dante reforçou o discurso do capitão da equipe.
"Ainda estamos cometendo pequenos erros que podem atrapalhar. Mas já temos algum entrosamento, aquela coisa de olhar para o lado e já saber o que o outro está pensando - o que acontecia nas gerações passadas. Eles estão começando a identificar esta parte. Nós estamos bem. Agora vamos esquecer as semanas passadas e nos concentrar nos dois jogos contra a França."
Apesar do sucesso das duas primeiras rodadas da Liga, Bernardinho quer mais e espera um crescimento da equipe neste final de semana. E o treinador espera uma evolução porque confia no atual grupo do Brasil.
"Os resultados foram bons, mas esperamos sempre o melhor, no sentido de fazer o nosso melhor. O sistema como um todo ainda pode melhorar, assim como a sintonia final da equipe. Ainda há muito o que ser feito, mas os resultados devem ser valorizados porque a nossa chave é muito equilibrada. A França, embora venha como franco atirador, venceu a Polônia, atual campeã da Liga Mundial, nos dois últimos jogos. Claro que eles querem sempre ganhar do Brasil e isso é um perigo", analisou Bernardinho.
Volei na Rede

Lucarelli uma renovação que está dando certo

O técnico Bernardinho costuma dizer que atualmente há dificuldade para se formar bons ponteiros no Brasil.
Ricardo Lucarelli, 19, tem se mostrado uma boa opção para a posição. Tanto que, devido a uma lesão de Giba, o atleta foi convocado para os amistosos preparatórios para o Sul-Americano de 2011. Pouco antes, Lucarelli havia disputado o Mundial juvenil e se consagrado como o terceiro maior pontuador.
"Ele foi, sem dúvida, um dos destaques da seleção juvenil e é um potencial. O Lucarelli está em observação e pode vir a integrar a seleção de novos, por exemplo", afirmou Bernardinho na época.
Fez sua estreia no Maracanãzinho, na vitória do Brasil contra o Japão. Meses depois, acabou sendo convocado novamente, dessa vez para disputar o Pan de Guadalajara, em que a seleção foi representada por uma equipe mista.
Mas uma lesão na virilha direita o tirou da competição --o Brasil foi campeão.
"Fiquei um pouco triste. O Pan seria minha primeira grande competição com a seleção adulta. Agora, tenho que olhar para a frente, jogar bem na Superliga e, quem sabe, voltar a ser convocado", afirmou, pouco antes do início do torneio nacional.
Apesar da pouca idade, Lucarelli, que defende o Minas, já figura entre os melhores da competição. Tem o melhor aproveitamento no ataque da Superliga (44,93%) e, até a décima rodada do primeiro turno, era o nono maior pontuador, com 139 pontos.
O pequeno período em que ficou na seleção o lapidou.
"A seleção é muito diferente. Você amadurece e entende como é um esporte de alto nível", declara o ponteiro.
"Os jogadores estão sempre lutando o máximo. Isso é uma coisa que diferencia a seleção brasileira: a busca pela perfeição", afirma o atleta, que começou no esporte aos 14 anos, em um pequeno clube de Linhares (MG), para seguir os passos da irmã mais velha, Rafaelli, que já se aventurava nas quadras.
Há quatro anos, enquanto o Brasil perdia a final para os EUA nos Jogos de Pequim, Lucarelli nem imaginava que seguiria carreira na modalidade. "Para mim, era só uma brincadeira. Nunca pensei em um dia jogar profissionalmente e chegar à seleção", afirmou.
Raio X
Nome: Ricardo Lucarelli Santos de Souza
Nascimento: 14.fev.1992, em Contagem (MG)
Onde mora: Belo Horizonte (MG)
Peso e altura: 90 kg e 1,97 m
Clube: Minas Tênis
Escolaridade: Terceiro ano do ensino médio
Twitter: @lucarelli8
Facebook: Lucarelli
Site oficial: Não tem
Ídolos: Os jogadores de vôlei Murilo e Escadinha
Superstição: Faz sinal da cruz e entra com pé esquerdo em quadra
Hobby: Acessar o computador, ir ao shopping e alugar filmes
Música: Pagode, sertanejo, música eletrônica e pop americano
Comida: Pizza
Seu maior momento no esporte: Jogo do Minas contra o Campinas, na Superliga 2010/2011. "Eu era o reserva, mas tinha entrado em quadra para ajudar a equipe no segundo set. A gente estava perdendo o set quando eu fui para o saque. Eu pedi ao técnico para não sair. Ele deixou. Eu saquei muito bem e depois a gente ganhou o set e o jogo. Depois desse jogo, a gente passou a ir bem na Superliga."
O maior momento do esporte: Conquista do ouro da seleção na Olimpíada de Atenas-2004
Patrocinadores: Não tem
Principais feitos: Prêmio de melhor recepção no Mundial infanto-juvenil de 2009, convocado pela primeira vez para a seleção
principal em 2011
Mariana Bastos