31 de out de 2012

Ana Tiemi de malas prontas para defender o Igtisadchi Baku, do Azerbaijão

Eterna promessa do vôlei nacional, a levantadora Ana Tiemi está de malas prontas para o exterior.
Ana vai defender o Igtisadchi Baku, do Azerbaijão. A jogadora será companheira de Carol Gattaz.
Será a primeira temporada de Ana Tiemi no exterior.
Aos 24 anos, Ana tem sido convocada para a seleção de novos e jogou a última superliga pelo Vôlei Futuro de Araçatuba.
No início de carreira, chegou a ser cotada para substituir Fernanda Venturini na seleção principal. Ana porém não decolou e acabou não se firmando com o treinador, José Roberto Guimarães.

Suelen, líbero do Vôlei Amil, de Campinas, sofre com um problema da obesidade

Aos 25 anos, a jogadora Suelen, líbero do Vôlei Amil, de Campinas, sofre com um problema que afeta quase 50% da população brasileira, de acordo com dados do Ministério da Saúde: o excesso de peso. O problema dela, porém, vai além. Com 1,69m de altura, a atleta pesa 95kg, e está atualmente no grau I de obesidade.
De acordo com Mirtes Stancanelli, nutricionista da equipe comandada pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, Suelen tinha um quadro ainda mais grave até pouco mais de um mês. Ela pesava cerca de 102kg e estava no estágio II da obesidade. Desde então, começou um tratamento específico para perder ao menos mais 10 quilos em dois meses - além dos sete que já perdeu.
Além de estar mais propensa a lesões, ela pode até mesmo ter a carreira encurtada, já que o corpo de Suelen, de acordo com Mirtes, faz um esforço três vezes maior do que se estivesse num peso compatível para sua altura.
"Hoje, o quadro dela é de obesidade. Se ela estivesse mais magra, poderia alcançar uma performance melhor do que a que vem tendo. Estaria mais ágil, rápida, e uniria isso à inteligência que tem. Teria menos peso para carregar do corpo e suportaria mais tempo em quadra. O vôlei exige condição física melhor, ainda mais a Superliga, que tem um ritmo muito forte. Isso pode encurtar a carreira dela, claro. Do jeito que está, o corpo trabalha três vezes mais do que precisa, e uma hora vai cansar", afirmou a nutricionista ao UOL Esporte.
Os dados oficiais do Vôlei Amil apontam que Suelen, apesar de ser a segunda jogadora mais baixa do elenco, atualmente é a mais pesada do grupo. À reportagem, a atleta declarou que come menos do que precisa, mas que "engorda só de olhar a comida", já que, segundo ela, "sofre de um problema de genética".
"É uma dificuldade minha, que já vem comigo a carreira toda. Aqui em Campinas fizemos vários testes e estou sendo acompanhada de pertinho. Só de olhar para comida, eu engordo. Então como menos do que preciso e ainda faço atividade física para emagrecer", disse a jogadora, que neste ano chegou a ser convocada para a seleção brasileira de novos para a disputa de torneios internacionais.
Mirtes Stancanelli declara que, de fato, a genética contribui para a obesidade de Suelen. Porém, o que determina o problema é o método de alimentação e a qualidade de vida. Ou seja: o que a pessoa come em qualidade e quantidade. Um sanduíche do Mc Donald's, por exemplo, que Suelen coma uma vez a cada três meses, torna-se um alimento excessivo para alguém com quadro de obesidade, já que "alimenta as células gordurosas" e dificulta o emagrecimento.
Para reverter esse quadro e colocar a atleta em condições melhores para disputar a Superliga, que começa no fim de novembro, a comissão técnica do Vôlei Amil tem feito Suelen trabalhar mais. O preparador físico José Elias Proença faz treinamento específico com a líbero para queimar gordura em exercícios aeróbicos, como esteira e bicicleta ergométrica.
"Enquanto as outras atletas fazem trabalho na academia com carga alta na musculação, o trabalho que faço com ela é de consumo energético. É algo focado na resistência e na velocidade, para ajudar na queima de gordura e acelerar o emagrecimento", reitera Proença, que garante que, apesar da obesidade, o exame de sangue da atleta não apontou nenhum dado 'anormal'.
Para chegar ao objetivo final, Suelen tem se dedicado bastante ao trabalho que lhe foi proposto. Além de seguir a dieta sugerida, a líbero se dedica na preparação física e segue as recomendações dos profissionais à sua volta. "Quando estou no treino, ela não desvia o olho de mim. Vem conversar, se interessa, está disponível. É reflexo de ela querer emagrecer. Ela, agora, parece que entendeu que precisa perder peso. É o primeiro passo que foi dado", finalizou Mirtes.
Mesmo acima do peso, a jogadora tem conseguido superar obstáculos. Em sua carreira profissional, Suelen atuou apenas por equipes da elite do vôlei nacional e, dentro de quadra, consegue ter bom desempenho, a ponto de ter sido uma "aposta" do técnico José Roberto Guimarães para a equipe recém-formada de Campinas, que está entre as quatro melhores do país.
"A Suelen supera o problema dela com outros fundamentos em quadra, até mesmo com agilidade. Ela é uma das melhores do país na posição, chegou a passar pela seleção e sempre atuou em times tops do país. Falta apenas emagrecer", disse o preparador físico José Elias Proença.

20 de out de 2012

Sada/Cruzeiro meio sonolento perde para Trentino e fica em 2º no Mundia

Após assistir o Sollys/Osasco atropelar o Rabita Baku, do Azerbaijão, e conquistar o primeiro título mundial da história do clube, o Sada/Cruzeiro não foi páreo para o atual campeão Trentino, da Itália, e acabou derrotado por 3 sets a 0, com parciais de 25/18, 25/15 e 29/27, nesta sexta-feira, na final do Mundial de Clubes, disputado em Doha, no Catar.
Com o resultado, a equipe perdeu a oportunidade de conquistar o primeiro título do Brasil na história da competição - o Banespa foi duas vezes vice, em 1990 e 1991. Por outro lado, o Trentino abocanhou a quarta taça consecutiva, já que também venceu as edições de 2009, 2010 e 2011.
Já no primeiro set, o Trentino deu mostras de que entraria para conquistar o quarto título consecutivo em Mundiais. Com um saque forçado e ótimo aproveitamento no ataque, a equipe italiana não teve qualquer dificuldade para fechar a parcial em 25/18 a abrir 1 a 0 na partida.
O início do segundo set foi mais disputado, sem que as equipes conseguissem uma grande vantagem. No entanto, a vitória na parcial anterior deu confiança ao Trentino, que teve ótimo aproveitamento no bloqueio e chegou com ampla vantagem ao segundo tempo técnico: 16/8.
Apenas administrando a vantagem, o time italiano marcou 25/15 e abriu 2 sets a 0. O terceiro set começou disputado, com as equipes se revezando na liderança, mas foram os "italianos" que chegaram ao segundo tempo técnico na frente: 16/15. A virada mineira aconteceria minutos depois, com uma bela defesa de Serginho e um contra-ataque do central Douglas (22/21), mas a força européia prevaleceu. Em um final eletrizante, o Trentino fez 29/27 e liquidou a disputa.

Jaqueline destaca atuação "quase perfeita" do Sollys/Osasco em Doha

Depois de três tentativas consecutivas, finalmente o Sollys/Osasco conseguiu conquistar o tão sonhado título do Campeonato Mundial de clubes de vôlei. A equipe paulista havia encerrado as edições de 2010 e 2011 com a prata e o bronze, respectivamente, mas neste ano, superou ninguém menos que o Rabita Baku, do Azerbaijão, atuais campeãs, por 3 sets a 0, e foi alçado ao lugar mais alto do pódio. Após a conquista, a capitã do time, Jaqueline Carvalho, que terminou o confronto com 12 pontos, falou sobre a emoção de ser campeã. "Estamos muito felizes por ganhar esse campeonato e sabíamos que não seria fácil. O outro time jogou muito bem. Nosso objetivo foi conquistado", disse a ponteira.
"Competimos contra um grande time que tem um grande técnico, mas nosso time foi muito bem, quase perfeito. Estamos crescendo e conquistando grandes resultados. Agradeço ao Catar e a todos. Agora é só comemorar. Somos campeãs do mundo. O grupo foi forte para manter a concentração e todo mundo está de parabéns. Esta é uma vitória do Sollys/Nestlé, uma vitória para todos os nossos fãs, nossos torcedores, uma vitória do Brasil", declarou a capitã.
Também grande responsável pela conquista e pela incrível sequência de 35 triunfos consecutivos das representantes de Osasco (SP), o técnico Luizomar de Moura elogiou a atuação de sua comandadas.
"Estamos muito felizes por essa vitória. Jogamos contra um grande competidor. Nosso time jogou bem. Fomos bem taticamente, tivemos um bom ataque e soubemos administrar as vitórias. Agradeço às minhas jogadoras e ao comitê responsável pelo alto nível de organização do torneio", comentou.
Fernanda Garay também não escondeu a felicidade e comentou a longa sequência sem sofrer uma derrota de sua equipe.
"Ganhamos entrosamento do decorrer dos jogos e chegamos ao Mundial embaladas, com a responsabilidade de confirmar o bom momento. E pelo que fizemos aqui, esse título é mais do que justo. É bom demais entrar para a história e foi isso que fizemos", afirmou.
"A felicidade é imensa, 2012 está sendo incrível para mim. São três conquistas nos últimos meses, uma delas a medalha de ouro nas Olimpíadas, que é um sonho de todo atleta de alto rendimento. E ainda temos muito o que disputar", concluiu.
Com o título mundial conquistado no ginásio Aspire Dome, o Sollys/Nestlé aumenta ainda mais a sua já recheada galeria de títulos. Agora, a equipe laranja é a atual campeã paulista, brasileira, sul-americana e mundial.

Sheilla é eleita melhor do Mundial em Zora-Catar

Campeão mundial de clubes, o Sollys/Nestlé dominou também as premiações individuais do torneio, conquistando cinco dos oito prêmios distribuídos para as aquelas que se destacaram no torneio. A oposto Sheilla foi eleita a melhor jogadora do campeonato e também levou o título de maior pontuadora, com 57 pontos.
"Tanto as premiadas quanto as suas companheiras fizeram um grande Mundial e isso fez com que o Sollys/Nestlé ficasse com o título merecido do torneio", declarou o técnico Luizomar de Moura.
Além de Sheilla, Jaqueline, Camila Brait e Thaísa também conquistaram prêmio individuais. Com 84,62% de passes precisos, a ponteira foi eleita a melhor passadora do Mundial. Já Camila Brait, que acabou cortada dos Jogos Olímpicos de Londres, foi a melhor líbero. A central Thaísa se tornou a melhor atacante da competição graças aos seus 56,94% de aproveitamento.
"A premiação individual é consequência de um trabalho coletivo muito bem feito. Por isso, trato de destacar também as demais atletas que ajudaram na construção do merecimento das vencedoras. Em um esporte coletivo o brilho individual aparece quando o grupo se ajuda e coloca em prática as estratégias traçadas pela comissão técnica", completou Luizomar.
Os demais vencedores dos prêmios individuais foram a jogadora Jones, do Lancheras de Cataño, de Porto Rico, eleita a melhor bloqueadora; a ponteira Grun, do Rabita Baku, do Azerbaijão, melhor sacadora; e a levantadora Oner, do Fenerbahce, da Turquia, eleita a melhor em sua função.
O Sollys retorna de Doha, no Catar, para o Brasil já neste sábado e então inicia a preparação para a fase

Thaísa dedica título do Mundial de Clubes ao técnico Luizomar de Moura

Um dos destaques do Sollys/Osasco no Mundial de Clubes, disputado em Doha, no Qatar, a central Thaísa fez questão de homenagear o treinador Luizomar de Moura após o título, conquistado nesta sexta-feira com um atropelo sobre o Rabita Baku.
Para a central, a conquista invicta em Doha coroa o trabalho de Luizomar. Na opinião de Thaísa, que foi a segunda maior pontuadora da final com 14 pontos, o treinador está no rol dos melhores do mundo.
"Minha maior felicidade é poder dedicar esse título ao Luizomar. É um cara que merecia muito e hoje é, sem dúvida, um dos melhores técnicos do mundo. Ele é um treinador vitorioso e suas conquistas provam que o método que ele adota é extremamente eficaz.
Está é a quarta temporada no time e quero seguir por muito tempo sendo comandada por ele", afirmou.
A conquista do Sollys/Nestlé foi a terceira de um clube brasileiro em Mundiais. O primeiro título veio em 1991, com o Sadia. Em 1994, o Leite Moça subiu ao topo do pódio.

15 de out de 2012

Com gripe e sem treino Ricardo torna-se campeão

Ricardo conquistou no útlimo final de semana, ao lado do parceiro Pedro Cunha, o título da etapa mineira do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia. Mas engana-se quem acha que a dupla teve vida fácil. Durante a semana que antecedeu a disputa, uma forte gripe acabou derrubando Ricardo e a dupla sequer treinou para a competição nas areias de Minas Gerais.
- Foi muito legal ter superado a dificuldade de jogar limitado e em alto nível. Tivemos como adversários os melhores times do Brasil, e com isso, o nosso título foi mais prazeroso. Fica mais difícil poder jogar debilitado e sem ritmo de jogo. Infelizmente não tive como treinar - comentou Ricardo.
O título na capital mineira foi o primeiro dos dois na temporada 2012/13 do Circuito Brasileiro e lhes rendeu ainda a liderança do ranking nacional masculino. A parceria agora soma 920 pontos contra 880 de Bruno e Hevaldo.
Ricardo segue se recuperando da gripe e deve estar 100% em poucos dias. Mas há um outro problema com o qual a dupla vai continuar convivendo. É que logo após as Olimpíadas de Londres, quando foram eliminados nas quartas de finais, Pedro Cunha voltou para o Rio de Janeiro e, com Ricardo morando em João Pessoa, os encontros dos dois para os treinos está bem reduzido. Mas segundo Ricardo, essas mudanças já estavam nos planos.
Ricardo comemora o título nas areias de Belo Horizonte(Foto: Mauricio Kaye / CBV)
- A queda no rendimento ocorre em conjunto, mas nós somos atletas experientes, e isso nos tranquiliza. A nossa preparação foi feita muito bem pela nossa equipe de treinadores. Estamos treinando separado e com duas bases de treino: uma em João Pessoa e outra no Rio - disse o atleta.
Agora, Ricardo e Pedro estão focados para a próxima etapa do Circuito Nacional, que será realizada em Campinas, interior de São Paulo, além da próxima temporada para a disputa do Campeonato Mundial na Polônia.

Sollys ganha do atual campeão Rabita Baku do Azerbaijão de virada.

Foi mais difícil do que na estreia, mas o Sollys/Nestlé venceu nesta segunda-feira sua segunda partida no Mundial de Clubes, disputado em Doha (Qatar), e avançou às semifinais da competição com uma rodada de antecedência. A vítima da vez foi o Rabita Baku, time do Azerbaijão e atual campeão do torneio.
Após passar pela estreia contra o chinês Bohai Bank Tianjin com fáceis 3 sets a 0, o time brasileiro teve mais trabalho no jogo desta segunda. Liderada pela colombiana Montaño e pela norte-americana Akirandewo, vice-campeã olímpica, a equipe europeia venceu a primeira parcial de ponta a ponta, com 25-22.
A partir daí, porém, as comandadas do técnico Luizomar de Moura tomaram conta da partida e não deram mais chance às rivais. Com uma boa distribuição de bolas da levantadora Fabíola e inspiradas no bloqueio, as atacantes do time de Osasco mostraram alto volume de jogo e garantiram a vitória nos três sets seguintes, fechando o confronto com 3 a 1 (22-25, 25-20, 25-18 e 25-20) em 1h51.
Das cinco atacantes titulares do Sollys, quatro passaram dos 10 pontos. Fernanda Garay (20 pontos no total) e Sheilla (17) foram os destaques, sobretudo na virada de bola. Thaísa brilhou no bloqueio, marcando neste fundamento 4 de seus 16 pontos. Adenizia terminou com 11 pontos, e Jaqueline, com 8.
"A partir do segundo set o nosso saque começou a fazer a diferença e conseguimos melhorar a qualidade do nosso fundamento e isso foi determinante. A equipe entendeu e foi se ajustando durante a partida e quando o saque começou a fazer efeito o jogo se tornou mais controlado", analisou Luizomar, que ainda destacou a entrada de Karine e Ivna no final do primeiro set. A rápida participação das duas em uma inversão de 5-1 deu novo ânimo ao time, que voltou mais ligado para a segunda parcial.
"As duas entraram bem e a Ivna nos deu um poderio de bloqueio e ataque que foram importantes naquele momento. Do segundo set em diante passamos a receber as informações táticas com a nossa estatística e conseguimos melhorar taticamente dentro da partida", concluiu o treinador.
A segunda vitória em dois jogos levou o time brasileiro a 6 pontos, na liderança do grupo A. Rabita Baku e Bohai Bank Tianjin vão se enfrentar na terça-feira, em jogo que definirá o segundo colocado da chave. Ambos ainda não pontuaram.
Nas semifinais do dia 18 de outubro, o Sollys enfrentará o segundo do grupo B, que tem o turco Fenerbahce (das brasileiras Mari e Paula Pequeno), o queniano Kenya Prisons e o portorriquenho Lancheras de Catano.
MUNDIAL FEMININO - GRUPO A
TIME PONTOS JOGOS
Sollys/Nestlé (BRA) 6 2
Rabita Baku (AZE) 0 1
Bohai Bank Tianjin (CHN) 0 1

14 de out de 2012

Sollys estréia com vitória sobre Bohai Bank/Tianjin no Mundial de Clubes no Catar

O Sollys/Nestlé fez uma estreia segura no Campeonato Mundial de vôlei feminino, na madrugada deste domingo, e derrotou a equipe chinesa do Bohai Bank com tranquilidade. A equipe de Osasco marcou 3 sets a 0, com parciais de 25/13, 25/14 e 25/20, na partida disputada em Doha e válida pelo Grupo A.
Com cinco campeãs olímpicas em Londres 2012 em seu time, o Sollys dominou a equipe adversária. As chinesas conseguiram comandar o marcador apenas durante uma parte do terceiro set, mas o time brasileiro logo se reorganizou, provou sua superioridade e fechou o confronto.
A principal arma ofensiva do Sollys foi a oposto Sheilla, reforço para a temporada 2012/2013. Ela marcou 17 pontos e viu Jaqueline e Thaísa, também titulares da Seleção em Londres-2012, marcarem outros 12 tentos cada. O Bohai Bank teve Yin Na como sua melhor atleta em quadra, com 14 pontos.
O Sollys volta à quadra no Mundial já na manhã desta segunda-feira e deve ter partida bem mais complicada contra o Rabita Baku, campeão da edição passada do torneio. A partida está marcada para as 9h (de Brasília).

8 de out de 2012

CBV divulga tabela da Superliga 2012/2013, competição começa em 23 de novembro

A Confederação Brasileira de Vôlei divulgou em seu site oficial, nesta sexta-feira, a tabela oficial de jogos da 19ª edição da Superliga, que será disputada entre o fim de 2012 e o início de 2013. A principal competição de vôlei entre clubes do país começa no próximo dia 23 de novembro, com cinco partidas do feminino. Os homens só jogam no dia 24, também em cinco partidas.
Ao todo, dez equipes participarão desta edição da Superliga Feminina e 12 clubes jogarão no torneio masculino. No dia da abertura da competição:.
1)Sesi-SP e E.C. Pinheiros (SP), se enfrentam às 18h, no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo (SP);
2)Banana Boat/Praia Clube (MG) e São Bernardo Vôlei (SP), jogam às 19h30, no ginásio do Praia Clube, em Uberlândia (MG);
3)Unilever (RJ) e São Caetano (SP), às 19h30, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro (RJ);
4)Usiminas/Minas (MG) e Rio do Sul (SC), às 20h, na Arena Vivo, em Belo Horizonte (MG); e Sollys/Nestlé (SP) e Vôlei Amil (SP), às 21h, no ginásio José Liberatti, em Osasco
No masculino, os jogos de estreia serão entre:.
1)São Bernardo Vôlei (SP) e Sesi-SP, às 11h, no ginásio Adid Moysés Dib, em São Bernardo do Campo (SP);
2)Funvic/Midia Fone (SP) e Volta Redonda (RJ), às 18h, no ginásio Juca Moreira, em Pindamonhangaba (SP);
3)UFJF (MG) e RJX (RJ), às 19h30, no ginásio da UFJF, em Juiz de Fora (MG);
4)Canoas (RS) e Super Imperatriz Vôlei (SC), às 20h, no ginásio Unilasalle, em Canoas (RS);
5)Vivo/Minas (MG) e Sada Cruzeiro (MG), na Arena Vivo, em Belo Horizonte (MG).
Ambas as competições somam 222 jogos só na fase classificatória, sendo 90 partidas pela Superliga Feminina e 132 pela Masculina.
A fórmula de disputa será a mesma utilizada na última edição do campeonato, com as oito equipes mais bem classificadas na primeira fase classificando-se para às quartas de final.
Nesta fase, jogarão 1º x 8º colocados, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º, no sistema de play-off de três partidas. A fórmula de três jogos será repetida nas semifinais, mas a final será disputada em uma única partida.
O sistema de pontuação será de acordo com as regras adotadas pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Uma vitória por 3 sets a 0 ou por 3 sets a 1 dá três pontos ao vencedor e o perdedor fica sem pontuar.
Soma dois pontos na tabela a equipe que vencer por 3 sets a 2, enquanto o perdedor desta mesma partida ficará com um ponto.
Em caso de empate, os critérios adotados são, primeiro, o número de vitórias, depois o número de sets vencidos. Caso as equipes empatem nesses dois quesitos, serão comparados o número de sets vencidos e, se nova igualdade, o número de pontos marcados.
Se os times apresentarem números iguais em todos os quesitos, será realizado um sorteio para decidir qual passará de fase.

Ary Graça, presidente da CBV e agora da FIVB, Federação Internacional de Vôlei

Primeiro brasileiro a ser eleito presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Ary Graça vem recebendo várias mensagens de congratulação pela vitória. O dirigente venceu o americano Doug Beal e o australiano Chris Schacht no pleito realizado em 21 de setembro, em Anaheim, nos Estados Unidos.
Êle declarou recentemente que irá exigir que Bernardinho e José Roberto Guimarães sejam exclusivos a partir de 2013.
Ary entende que o tempo deve ser dedicado inteiramente e exclusivamente a seleção brasileira,portanto Bernardinho e Zé Roberto permanecem no cargo.
O dirigente quer os dois somente na seleção brasileira. Nesse caso, os técnicos teriam que optar clube ou seleção.
Ary Graça terá que fazer ajustes nos contratos com a seleção e nos contratos com os clubes para equilibrar salarios.
A entidade não tem como bancar os salários pagos nos clubes. Bernardinho e José Roberto Guimarães ganham bem mais na Unilever e no Amil/Campinas. Mesmo fora da temporada de competições pela seleção, recebem da CBV.
O mesmo se aplica aos jogadores. A maioria recebe uma quantia ‘irrisória’ da confederação e na verdade são sustentados pelos clubes. Aliás, briga antiga essa, uma vez que as empresas, como toda razão, reclamam de não poderem usar os jogadores durante a temporada. Isso sem falar quando ganham de presente problemas físicos e médicos em função dos desgaste na seleção. Dante é apenas um exemplo entre tantos.
Pressionado, Ary deve mudar em breve o calendário e tentar administrar a insatisfação dos patrocinadores.
Ainda sobre Bernardinho e José Roberto Guimarães, Ary pressiona, dá declarações, mas não terá coragem de mexer no masculino e feminino.
Não existem substitutos à altura. Giovane Gávio e Luizomar de Moura são promessas e as primeiras opções de Ary Graça.
Experiente, o dirigente sabe que a pressão por resultados na olimpíada de 2016 será ainda maior pelo fato do Brasil atuar em casa. Falta coragem e seria comprar uma briga desnecessária com a mídia. Político, Ary bate de um lado, mas faz carinho do outro.
A única chance de Bernardinho e José Roberto Guimarães saírem da seleção, é se algum deles não quiser continuar, o que não é o caso.
Competentes e vaidosos ao extremo, eles não vão largar o osso. Não agora e fazem muito bem.
Mesmo mantendo os dois no cargo, Ary não deixará de opiniar. O dirigente é a favor de uma renovação drástica na masculina e Bernardinho está ciente de que será obrigado a formar uma nova geração visando 2016.