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20 de abr. de 2014

"Ninghem acrediitava na gente" desabafa Bernardinho

Pela décima vez consecutiva, o Unilever Vôlei/Rio de Janeiro se garantiu na decisão da Superliga Feminina. A  carioca venceu o Vôlei Amil/Campinas na fase realizada no último fim de semana e apenas aguarda o adversário para a grande final da temporada 2013/2014. Experiente e acostumado à partidas decisivas, o técnico do Rio, Bernardinho, fez um desabafo.
Treino do Unilever Vôlei/Rio de Janeiro. Foto: Fernando Maia/MPIX
"Ninguém acreditava na gente. Esse ano falaram bastante que a final seria diferente, mais com relação ao nosso time. Até porque Osasco estava invicto. Mas conseguimos nosso objetivo que era estar na final", afirmou. Apesar do Rio de Janeiro estar garantido na decisão, o local em que será disputado o  ainda não está definido. Segundo a Confedereção Brasileira de Vôlei (CBV), caso o Sesi seja finalista, o confronto está marcado para a Cidade  Maravilhosa, mas se o vencedor for o Molico/Nestlé/Osasco, o duelo acontecerá em São Bernardo, São Paulo.
Alheio à ausência de informação, Bernardinho apontou a preferência do time. "É  que gostaríamos que a final fosse realizada no Rio de Janeiro. Estaríamos diante da nossa torcida e fecharíamos com chave de ouro uma campanha muito difícil. Além disso, seria um grande presente para nossos fãs. Mas a essa altura não dá para ficar pensando nisso, não dá para ficar escolhendo", contou.
Semana de recuperação e treino
Bernardinho, técnico do Unilever Vôlei/Rio de Janeiro. Foto: Fernando Maia/MPIXCom a classificação confirmada na segunda partida da semifinal, o Rio de Janeiro se deu ao luxo de aguardar o rival para a decisão, uma vez que o confronto entre Sesi e Osasco está empatado, forçando um jogo desempate. Sendo assim, o time liderado pela levantadora Fofão teve uma semana sem atuar. No entanto, engana-se quem pensa que não há esforço suficiente. Bernardinho ressaltou 'trabalho' como a  de ordem para esse período.
"Antes de tudo é importante recuperarmos nossas jogadoras. Precisamos tê-las íntegras para o treinamento. Neste primeiro momento, estamos olhando muito mais para nós mesmos. É bom ter esse tempo para corrigir nossas falhas e dar consistência ao que deu certo", declarou. Ele também adiantou que o treinamento é realizado em cima das áreas mais fortes de ambos possíveis adversários.
"As duas equipes possuem algumas características semelhantes e começamos a trabalhar em cima disso. Por exemplo, tanto um quanto outro tem jogadas fortes pelo meio, com Fabiana e Bia e Thaisa e Adenízia. Precisamos evitar que esse ponto forte dos nossos adversários seja um ponto negativo para nós", disse. A final da Superliga Feminina 2013/2014 está marcada para às 10h do dia 27 de abril, domingo, em local a ser escolhido.
Redação SRZD

13 de abr. de 2014

Unilever bate o Vôlei Amil e está na final da Superliga


Bernardinho levou a melhor no duelo de técnicos da seleção brasileira contra o desafeto José Roberto Guimarães. Em uma partida nervosa e de extrema rivalidade, o Unilever chegou a sua 10ª final consecutiva de Superliga feminina ao vencer o Vôlei Amil por por 3 sets a 2 (12-21, 21-15, 21-15, 18-21 e 16-14).
Os nervos à flor da pele dentro de quadra contagiaram até mesmo o 'zen' Zé Roberto, que se despediu da equipe de Campinas para se dedicar exclusivamente à seleção brasileira feminina. O treinador, que mostrou tranquilidade na maior parte da partida, não resistiu aos erros de sua equipe no terceiro set e xingou a levantadora Claudinha. A transmissão da TV Globo estava mostrando um dos tempos pedidos por Zé Roberto quando o treinador disparou contra a jogadora. "Larga de ser burra!", esbravejou.
A partida começou melhor para o time de Campinas, que ficou na frente no placar a maior parte do tempo, abrindo entre de três a quatro pontos de vantagem, enquanto o Unilever buscava não permitir um distanciamento maior das adversárias.

O técnico Bernardinho buscou parar o jogo com um pedido de tempo, mas o time de José Roberto Guimarães demonstrava domínio total perto da metade do set. O Amil conseguia encaixar bem o ataque, enquanto o Unilever pouco esboçava reação. O bloqueio do time campineiro funcionava muito bem, algo que fez o primeiro set ser marcado por ralis.

O domínio do Amil no primeiro set foi confirmado com o placar de 21 a 12, surpreendente para uma semifinal considerada tão equilibrada. A vitória na parcial colocava o time de Campinas definitivamente na briga, já que entrava no Maracanãzinho com a obrigação de vencer para forçar um terceiro jogo na disputa da vaga na final.

O Unilever voltou melhor e a partida ficou mais equilibrada no início do segundo set, mas ainda marcada por erros de saque da equipe carioca. O ataque do time de Bernardinho começou a funcionar melhor e permitiu a dianteira no placar no primeiro tempo técnico.

A ponteira Mihajlovic, que não estava bem no começo do jogo, melhorou seu rendimento e conseguiu uma boa sequência no saque, fazendo com que o time do Rio abrisse seis pontos de vantagem na metade do set.

A reação carioca ficava evidente com os pontos de saque, que dificultavam cada vez mais a recepção do time de Campinas. O domínio do Amil no primeiro set foi praticamente reproduzido pela equipe de Bernardinho, que conseguiu disparar no placar na reta final.

Mas se o Unilever não conseguiu reagir quando dominado no primeiro set, o Amil levou um pouco mais de susto ao time de Bernardinho, que teve que parar o jogo após uma sequência de erros da equipe carioca. A pausa surtiu efeito e o Unilever conseguiu um set point com cinco pontos de vantagem no placar, empatando a partida logo na sequência com a vitória por 21 a 15.

O terceiro set foi praticamente uma reprodução do segundo, com o Unilever jogando muito melhor. O Amil praticamente não conseguia reagir para encostar no placar.

Foi nesse cenário que o técnico Zé Roberto acabou saindo do sério e disparando a bronca contra Claudinha, destoando de momentos de mais calma em outros pedidos de tempo. A bronca não surtiu efeito no time de Campinas, que acabou derrotado no terceiro set pelo mesmo placar da parcial anterior: 21 a 15.

O quarto set foi mais equilibrado, com o time do Vôlei Amil melhor no jogo. O Unilever seguia liderando o placar, mas seguido muito mais de perto pela equipe campineira. Após muitas dificuldades, o time de Campinas finalmente conseguiu empatar o marcador em 16 a 16, colocando emoção na reta final da parcial.

Com uma ótima recuperação, Tandara passou a aparecer mais decisiva e colocou o Amil na frente com 17 a 18, mas o Unilever empatou na sequência. O time de Campinas continou buscando a vitória e conseguiu fechar o set em 21 a 18 após um erro de ataque de Mihajlovic.

O tie-break foi ainda mais equilibrado, com o placar alternando no ponto a ponto. O Unilever só conseguiu abrir dois pontos de vantagem no sexto ponto após dois erros de Natália, do Amil. O time de Zé Roberto correu atrás e conseguiu virar, assumindo a liderança do set-desempate.

A equipe carioca não relaxou mesmo após ficar dois pontos atrás e também empatou, dando mais emoção ainda ao jogo. Na reta final, o Unilever foi decisivo mais uma vez, empurrado pelos gritos de Bernardinho do lado da quadra, e abriu boa vantagem de quatro pontos. O time de Campinas reagiu de novo e encostou no placar, forçando mais um pedido de tempo de Bernardinho. A reação do Amil prevaleceu e o time de Zé Roberto conseguiu salvar quatro match points, mas não impediu a vitória carioca.

Bruno Voloch-Uol Esportes
http://esporte.uol.com.br/volei/ultimas-noticias/2014/04/12/ze-roberto-perde-a-linha-e-xinga-jogadora-em-eliminacao-para-bernardinho.htm

11 de out. de 2013

Sheilla decide, Osasco bate São Bernardo e segue invicto na Superliga

Foto da notíciaEntre os favoritos ao título da Superliga Feminina de Vôlei, o Osasco/Molico, recheado de estrelas da Seleção Brasileira, voltou a mostrar sua força nesta quinta-feira e conquistou sua segunda vitória na competição nacional. O time da Grande São Paulo recebeu o São Bernardo, no Ginásio José Liberatti, e não teve dificuldades para fechar o confronto em 3 sets a 0, com parciais de 21/14, 21/16 e 24/22. O destaque da partida foi a experiente Sheilla, que cresceu nos momentos de decisão do confronto.
Com apenas um jogo na Superliga Feminina, Osasco/Molico e São Bernardo tiveram estreias distintas na competição nacional. A atual vice-campeã derrotou o Maranhão Vôlei, por 3 sets a 0, enquanto o time do ABC paulista foi derrotado pelo mesmo placar diante do Vôlei Amil. Desta forma, as duas equipes tinham objetivos diferentes nesta quinta-feira, mas precisam da vitória a qualquer custo.   
Favorito no confronto, o Osasco/Molico não decepcionou o seu torcedor no Ginásio José Liberatti, na Grande São Paulo. O time da casa chegou a ter dificuldades no início do jogo, mas logo se impôs em quadra, não demorou a abrir vantagem no marcador e fechou o primeiro set em 21 a 14.Já no início da segunda etapa, o time de Osasco começou bem melhor, passou à frente do marcador e obrigou o adversário a adotar uma postura diferente. Sendo assim, para correr atrás do prejuízo, o São Bernardo começou a forçar os saques, tentando quebrar o passe da equipe da casa. A estratégia, no entanto, não foi bem sucedida, pois os anfitriões fecharam em 21 a 16.
Com a boa vantagem no placar e a vitória bem próxima, as anfitriões relaxaram no início do terceiro set, e o São Bernardo se aproveitou da situação para liderar o marcador pela primeira vez no jogo. Sendo assim, não demorou para o treinador Luizomar de Moura conversar com suas jogadoras e promover a reação do Osasco/Molico.
A virada do time da casa, porém, não veio com facilidade no terceiro set. Com uma performance surpreendente, São Bernardo teve a chance de fechar o jogo em suas ocasiões, mas, do outro lado da quadra, a experiente Sheilla mostrou mais uma vez que cresce em decisões. A jogadora da Seleção Brasileira comandou a virada e garantiu o triunfo no terceiro set por 24 a 22.
Em má fase na Superliga, o São Bernardo tem mais um adversário complicado na próxima rodada. A equipe do ABC paulista recebe o atual campeão Unilever, no dia 22 de outubro, após o retorno do time do Rio de Janeiro, que disputa o Mundial de Clubes, ao Brasil. O Osasco/Molico entra em quadra no mesmo dia, diante do São Caetano.
GazetaEsportiva

4 de set. de 2013

Serginho crê que campeão italiano sofreria se jogasse a Superliga

Uma das competições mais disputadas do vôlei nacional, a Superliga vem formando estrelas do esporte há 20 anos e transformando o Brasil em uma potência no esporte. Neste sábado, começam as disputas da temporada 2013/2014 da competição com transmissão do SporTV, e o "SporTV News" traz uma série de reportagens especiais sobre as duas décadas do evento, que serão completadas ao final da temporada. Se no início os jogadores não recebiam nem salário, atualmente a liga está no nível de campeonatos internacionais e Serginho, dono de três medalhas olímpicas, ouro em 2004, e duas pratas, em 2008 e 2012, crê que o campeão italiano teria problemas para jogar o torneio nacional .
- Acho que, se pegarmos hoje um time da Itália para vir jogar a Superliga, pode pegar até o atual campeão da Itália, vai sofrer aqui dentro da competição - afirmou o líbero.
Mas, antes de se tornar referência, a atual competição foi formada por dois torneios, como explica Montanaro, vice-campeão mundial em 1982 e prata nas Olimpíadas de 1984.
- Os brasileiros eram feitos pelos estados. Então, era a seleção paulista representando São Paulo, a seleção carioca, o Rio de Janeiro, e assim por diante. O campeonato brasileiro ocorria estado contra estado e não um clube contra outro - disse o ex-jogador.
Antes de ser disputada entre clubes, a competição nacional era representada por estados (Foto: Reprodução SporTV)Antes de ser disputada entre clubes, a competição era
representada por estados 
De lá para cá, muita coisa mudou. Em 1976 nasceu a primeira disputa nacional entre clubes do país, reconhecida pela confederação. Essa competição era o embrião do torneio atual e até a forma de manter os jogadores atuando foi alterada.
- Tive a honra de participar com o Paulistano no primeiro campeonato brasileiro de clubes, que aconteceu em Poços de Caldas, e nós ficamos em segundo lugar. Naquela época, a gente falar profissional é complicado porque a gente não tinha uma legislação específica, não recebíamos para jogar e treinar. Lembro que os treinos eram somente as terças e quintas-feiras de noite, dois períodos somente na semana.
Na época, as duas forças da competição eram o Atlântica Boavista, do Rio de Janeiro, e o Pirelli, time de São Paulo. E, além de se revezarem no pódio, os clubes também cediam a maioria de seus atletas para a seleção brasileira.
- Você tinha por parte da Pirelli o William, Montanaro, Xandó, aquela coisa toda. No Rio, tinha o Bernard, o próprio Bernardinho, Renan. Eram jogadores idolatrados. Tinha que revistar os quartos para ver se não tinham meninas dentro do quarto porque elas compravam os porteiros e se enfiavam dentro do quarto - relembrou José Carlos Brunoro, quatro vezes campeão brasileiro como técnico em 1981, 1982, 1983 e 1988.

Por São Paulo