10 de mar de 2016

Versão pornô do UFC leva lutas a sério e tem suas próprias regras

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Uma plateia de cerca de 50 pessoas assiste à apresentação das lutadoras: a própria árbitra descreve o cartel, a posição no ranking, o nome e o apelido de cada uma. Um placar eletrônico marca o tempo de cada um dos três assaltos  e a pontuação.

Até aí, parece um combate normal de wrestling feminino. Mas, ao invés daquele macacão apertado que vemos nas Olimpíadas, elas estão de biquíni. E as diferenças para a luta tradicional estão apenas começando.
Os biquínis são arrancados logo nos primeiros minutos. Nesta luta, não são golpes que marcam pontos, mas sim carícias sexuais. A mais eficiente segundo o regulamento é o sexo oral: cinco pontos a cada 10 segundos. “A maneira mais rápida de vencer é fazer a oponente ter um orgasmo totalmente contra sua vontade”, explica a descrição do Ultimate Surrender, uma espécie de versão pornô do UFC.

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Apesar de ser um site com o objetivo de vender assinaturas para exibir conteúdo pornográfico, o Ultimate Surrender leva a sério o lado esportivo da coisa. As regras são rígidas e as garotas treinam de verdade, tanto que não são chamadas de atrizes, mas de lutadoras. O diferencial, segundo a própria página, é oferecer três rounds de luta de verdade e um de sexo explícito entre mulheres. Elas lutam para valer, por dinheiro e pontos no ranking. A vencedora ganha o direito de dominar sexualmente a perdedora, geralmente usando cintas penianas.
A fórmula vem dando certo há 11 anos. O site foi fundado por Matt Williams, que era lutador na faculdade e virou diretor de filmes pornográficos focados em bondage, fetiche em que o parceiro sexual é imobilizado. No começo, foi difícil encontrar atrizes dispostas a encarar uma luta de wrestling. Uma delas, Ariel X, começou a treinar especificamente para este tipo de combate sexual. Hoje, ela é a diretora do Ultimate Surrender.

03Ariel X é a chefona do Ultimate Surrender e também uma das lutadoras

Ariel é faixa roxa de jiu-jitsu e também pratica muay thai e sambo. Ela treina, em média, 18 horas por semana. “As lutas são extremamente reais! Nenhum vencedor é pré-determinado; todas estão lutando por orgulho, honra e, claro, mais dinheiro. Houve momentos em que lutadoras pediram para sair no meio do combate, porque não aguentaram”, vangloria-se o site.
Para tentar dar credibilidade às lutas, há regras bem específicas, seja de pontuação ou sobre o que se pode ou não fazer. Ficar em pé, dar socos ou puxar os cabelos é expressamente proibido. Uma das regras ainda reforça: “Mantenha suas risadas no mínimo. Esta é uma competição séria”. Há três divisões de peso, e os combates são divididos em três rounds de 8 minutos, sendo que o quarto round, em que a vencedora “humilha” sexualmente a perdedora, pode ter até 10 minutos.

04Divulgação de um dos torneios realizados pelo Ultimate Surrender

As melhores lutadoras não ganham cinturões, mas são declaradas campeãs da temporada. Recentemente, o Ultimate Surrender completou sua 12ª. As principais lutas são transmitidas ao vivo e têm a presença de uma plateia selecionada, composta por convidados e figurões da indústria pornográfica. Todos assinam um termo de autorização para aparecer nos vídeos, e vibram como se estivessem vendo uma luta normal. Só os gritos de motivação mudam um pouquinho. “Enfia o dedo! Pega os seios! Beija os seios!”. A seguir, o vídeo de um duelo de equipes (com trechos que podemos mostrar) dá uma ideia de como são as lutas:


Rochinha Calistênico 67 na area -Meus primeiros 10 meses na Calistenia.