19 de set de 2014

Mau comportamento rende multa de R$ 4,7 mil à seleção brasileira de vôlei

Bernardinho foi punido por não falar na coletiva
José Ricardo Leite

A FIVB (Federação Internacional de vôlei) aplicou uma multa de US$ 2.000 (aproximadamente R$ 4.700) à seleção brasileira pela ausência do técnico Bernardinho e do capitão Bruninho em duas coletivas pós jogo do Mundial, nos duelos contra Polônia (terça-feira) e Rússia, na quarta.

Os brasileiros não foram à coletiva oficial em que treinadores e capitão participam, na terça, por alegarem que tinham que se recuperar para o jogo do dia seguinte, contra os russos, quando teriam menos de 24 horas para voltar a quadra após um jogo de 2h16min. No dia seguinte, o Brasil foi representado apenas por Lipe.

O time brasileiro deixou a quadra irritado depois da derrota para os poloneses. A reclamação na terça começou em função do ponto que definiu a derrota. Quando a Polônia vencia por 16 a 15 no tie-break, o time vermelho e branco mandou uma bola pra fora. O árbitro assinalou ponto brasileiro e o consequente 16 a 16 no placar. Mas, pouco depois, com o uso das imagens, ele voltou atrás e deu o ponto que decidiu o jogo a favor do time da casa ao marcar toque de Sidão na bola antes de ela sair.

O elenco brasileiro protestou pelo fato de a imagem não ter sido mostrada no mesmo momento em que árbitro voltou atrás, ao contrário do que acontece em lances com o uso de TV. Isso levou um tempo depois do habitual, mas assim que foi mostrada a imagem, apareceu o toque de Sidão, ratificando que o ponto realmente era polonês.

Um dia depois, na quarta, a FIVB fez uma repreensão ao time e criticou as atitudes dos brasileiros na noite anterior, citando oficialmente apenas o fato das ausências nas coletivas e de casos de desrespeito a pessoas do federação em quadra depois do jogo.

O diretor da competição Wojciech Czayka falou ao site polonês przegladsportowy.pl que jamais tinha visto um comportamento em quadra como o dos brasileiros e que um jogador não relacionado (só Murilo e Renan não foram para o jogo) arremessou uma toalha em um dos observadores da federação que fica em quadra, Philip Berbena. Não nenhuma imagem divulgada disso.

Nesta sexta-feira, o presidente da FIVB, o brasileiro Ary Graça, disse em entrevista reproduzida pelo site polonês www.onet.sport, que o comportamento dos brasileiros foi "inaceitável" e que as punições não devem parar por aí. "Impuseram uma punição pecuniária no momento de US$ 1.000 por cada jogo. Mas não consigo imaginar que seja o fim."

Polônia merecia privilégios, disse FIVB

Outra questão polêmica foi quanto ao próprio sorteio. A tabela da terceira fase mostrava que os dois triangulares deveriam ter um primeiro, um segundo e um terceiro colocados da fase anterior em cada chave. Ocorreu que o Brasil, primeiro do Grupo F, acabou tendo sorteado para sua chave dois segundos, Rússia e Polônia.

Enquanto isso, a França, que foi primeira do Grupo F, caiu com dois terceiros colocados, Alemanha e Irã. Aparentemente, pode ter ter havido um erro no sorteio com a não separação dos segundo e terceiro colocados por pote.

Ao ser questionado sobre o assunto, o vice da FIVB disse que tudo pode mudar 24 horas antes de uma partida e que o país organizador tem seus privilégios por questões contratuais. "Muito fácil (responder sobre isso). O comitê tinha previsto isso, mas em 24 horas você pode mudar tudo. É uma condição geral. No Brasil você pode escolher quando quer jogar, no Japão também, e é o mesmo aqui. Nós estamos na Polônia. A Polônia pediu, e a Polsat (detentora dos direitos de transmissão no país) também. Às vezes você tem sorte, outras vezes tem azar", falou Aleksandar Boric, vice da entidade.

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