11 de ago de 2012

Dilma chega a ligar para Zé Roberto mas a ligação caiu

O técnico tricampeão olímpico estava tão feliz que até contou “causos”, em meio a explicações táticas da vitória sobre as norte-americanas Denise Mirás, do R7, em Londres
Caiu a linha do celular e o técnico José Roberto Guimarães não conseguiu falar com a presidente Dilma, que ligou para dar os parabéns ao técnico pela conquista da seleção feminina de vôlei. Zé Roberto ainda estava “afogado” por jornalistas na zona mista, na saída da quadra, muito feliz, falando do jogo que armou muito bem taticamente, da lição de superação que as garotas deram, revertendo os piores momentos da campanha, e até contando “causos”.
— Vocês querem que eu fale de superstição? Bom, o que aconteceu foi que em Barcelona [quando conquistou o ouro com a seleção masculina, em 1992] ao entrar na Vila Olímpica eu vi um corcunda. E queria me aproximar dele para “pegar” um pouco de sorte. Aqui, aconteceu a mesma coisa! Ainda no credenciamento, eu vi um e saí atrás, para fazer a mesma coisa que tinha dado certo. Alguém do COB me deu um pin, que ofereci a ele dando um tapinha amigo...
Teia tática nelas
Verdade é que Zé Roberto – agora tricampeão olímpico - armou uma teia tática para o treinador adversário, o neozelandês Hugh McCoutcheon (campeão olímpico com a seleção masculina dos Estados Unidos em Pequim 2008), que não conseguiu fazer suas jogadoras escaparem dela.
O treinador brasileiro acabou com o esquema das norte-americanas, que têm sua maior arma em Destinée Hooker, que salta muito e escapa dos bloqueios, em um time com arsenal completo de defesa, bloqueio - e consistência. Além de uma postura de campeãs antecipadas.
Os segredos de Zé Roberto para derrotar as rivais: pressionar com agressividade e... ter paciência.
— A partir do segundo set, o Brasil foi os Estados Unidos... Com saque agressivo e tático, pressionamos, conseguimos começar a tocar no bloqueio e, como resultado, passaram a sair os contra-ataques. Assim superamos o bloqueio e a defesa delas
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Trabalho de formiga e perseverança
Zé Roberto armou a vitória que deu a segunda medalha de ouro olímpica para sua seleção com dados coletados de muito tempo (desde que foi campeão olímpico em 2008, o Brasil não tinha voltado a vencer os Estados Unidos).
— Fomos construindo [a vitória] taticamente, todos estes anos, com observações sobre elas, a cada jogo que perdíamos anotando
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Para Zé Roberto, foi a medalha da perseverança, depois de um segundo pior momento em sua carreira de técnico – o primeiro diante da Rússia em Atenas 2004, e aqui em Londres, depois da derrota para a Coreia do Sul, quando as brasileiras correram o risco de não se classificar para a fase seguinte, dependendo das adversárias.
— Eu não sabia nem o que falar. Mas saímos juntos, todos nos ajudando, comissão e elas, do fundo do poço
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